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Bovespa fecha em alta nesta terça-feira

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Sacudindo a roseira

No fechamento da semana passada e abertura dessa nova semana os mercados sofreram fortes desequilíbrios, atingindo bolsas em todo o mundo. Além dos segmentos de câmbio e de juros. Ontem encontrou o ápice com o Dow Jones perdendo 4,60% e recorde histórico de queda em pontos, enquanto a B3 perdeu 2,59%. Hoje o dia na Ásia e Europa iniciaram repercutindo isso, e a bolsa de Tóquio chegou a perder mais de 7,0%.

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Logo cedo, o índice VIx Tido como de pânico dos investidores ultrapassou os 50 pontos, situação que não ocorria desde agosto de 2015. Porém, o futuro do mercado americano se recupera, apesar da forte volatilidade durante a madrugada, e na medida em que o dia foi passando acabou se fortalecendo e ajudando na recuperação da B3. Nossa interpretação desde ontem era de mercado ajustando para situações externas e local, mas sem perder o foco de alta de mais longo prazo.

Parece claro que ainda vamos ter grande volatilidade nos dias que correm, mas o cenário básico não mudou: a economia global está claramente em recuperação e isso influencia os resultados de empresas, a produtividade e a lucratividade. E mexe com preços relativos dos ativos. Além disso, temos que considerar que os investidores institucionais ainda estão vazios de ativos de risco e o fluxo de recursos para emergentes deve ter continuidade.

Isso posto tivemos uma sessão de boa recuperação, mas sempre alertando que os mercados ainda podem demorar alguns dias para reencontrar o equilíbrio. Nos EUA, a Câmara vai votar a extensão do prazo de elevação do teto da dívida. O déficit da balança comercial de dezembro subiu para US$ 53,1 bilhões, o maior em nove anos. Mas o secretário do Tesouro, Mnuchin, disse que a reforma tributária já está fazendo efeito. O presidente do FED de St. Louis disse ainda que a política monetária está perto da neutralidade e que o payroll forte mostrado não eleva a inflação.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 0,56% (em recuperação) e com o barril cotado a US$ 63,79. O euro era transacionado em alta de 0,22% e cotado a US$ 1,239. Notes americanos de dez anos com taxa de juros de 2,76%. O ouro e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas com tendência de alta na bolsa de Chicago.

No cenário local, o Bacen fez colocação de 9.500 contratos de swap cambial para tentar reduzir a volatilidade e os comentários sobre a reforma da Previdência continuaram, mas é certo que os investidores estão preocupados com o adiamento para o próximo mandato presidencial. O Bacen informou que em janeiro houve saque na poupança de R$ 5,2 bilhões. Arthur Maia diz que está pronto o novo texto da emenda aglutinativa da reforma da Previdência.

Na sequência dos mercados, ainda no cenário local, os DIs terminaram com juros em queda e o dólar fechou em queda de 0,23% e cotado a R$ 3,24. Na B3, na sessão de 02 de fevereiro, os investidores estrangeiros retiraram recursos no montante de 461,2 milhões.

No mercado acionário, dia de queda da bolsa de Londres de 2,64%, Paris em queda de 2,35% e Frankfurt com -2,32%. Madri e Milão perderam respectivamente 2,42% e 2,08%. No mercado americano, faltando cerca de uma hora para encerramento, o Dow Jones mostrava alta de 0,11% e Nasdaq com +0,34%. Na B3, dia de alta de 2,74% e índice recuperando o patamar de 84.105 pontos, antes do call de encerramento.

Na agenda de amanhã, teremos o fluxo cambial da semana anterior e o Copom define a política cambial, com tendência de redução da Selic para 6,75%. Nos EUA, sai o volume de crédito ao consumidor de dezembro e discurso de vários dirigentes regionais do FED, inclusive Dudley de NY.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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