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Bovespa bate recorde pelo 3º pregão seguido

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Hoje foi um dia típico de indecisão nos mercados de risco, especialmente na B3. É bem verdade que computamos sete pregões de alta em oito decorridos, o que permite dizer que existem lucros recentes a serem realizados. Assim, passamos o dia alternando momentos em que o fluxo comprador foi maior, e outros com aumento da pressão vendedora. Isso é bem típico de épocas de pico de mercado. Situação análoga para a volatilidade no câmbio depois de algumas quedas.

Na parte da tarde, a B3 firmou mais o processo de alta a partir do lado político. No STF, o pedido de suspeição de Janot pela defesa de Temer foi derrotado de goleada e Lula seguiu depondo para o Juiz Sérgio Moro, ainda sem vazar informações. Porém, em almoço com deputados do PSD, o ministro Henrique Meirelles foi alçado para pré-candidato nas próximas eleições, mas depois negou ter aceito a incumbência. O prefeito Doria se posicionou dizendo ser cedo para pré-candidaturas e espera que Meirelles siga tocando a economia. A B3 recuperou a alta, mas não conseguiu bater novo recorde intraday.

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Na economia, o IBGE anunciou o volume de serviços prestados no mês de julho em queda de 0,8%, sendo essa a primeira queda desde o mês de março. No comparativo com julho de 2016 houve queda de 3,2% e no ano de 2017 encolheu 4,0%. Serviços prestados às famílias subiram 0,9%. A receita nominal bruta de julho caiu 0,1%. O Bacen anunciou que o fluxo cambial até 08 de setembro retrocedeu US$ 1,25 bilhão e no ano ainda está positivo em US$ 2,88 bilhões.

No plano político, o presidente Temer está na berlinda da delação do doleiro Funaro que o incrimina de diferentes formas ligando ao “quadrilhão” dos deputados do PMDB. A Polícia Federal prendeu logo cedo o irmão de Joesley Batista, Wesley Batista. Na sequência dos mercados, ainda no cenário local, os DIs terminaram o dia em queda de juros para todos os vencimentos e o dólar em alta de 0,35% e cotado a R$ 3,14. Na B3, sessão de 11 de setembro, os investidores estrangeiros alocaram recursos no montante de R$ 622,2 milhões, deixando o saldo positivo de setembro em R$ 1,87 bilhão e o ano com ingresso líquido de R$ 12,86 bilhões.

Nos EUA, a inflação medida pelo PPI (Preço ao Produtor) subiu em agosto 0,2% (previsão era 0,3%), com o núcleo em alta de 0,1%. O líder político, Paul Ryan, diz querer votar e tornar lei a reforma tributária americana até o final do ano, muito importante para Trump. Foi anunciado o déficit orçamentário de agosto em US$ 108 bilhões. Os estoques de petróleo da semana anterior subiram, enquanto os de gasolina caíram muito em função dos furacões.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI para outubro observou alta de 2,22%, com o barril cotado a US$ 49,30, ajudando na performance de Petrobras na B3. O euro era transacionado em queda para US$ 1,188 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,19%. O ouro e a prata tiveram dia de queda na Comex e commodities agrícolas majoritariamente em altas na bolsa de Chicago.

No mercado acionário, dia de queda de 0,28% na bolsa de Londres, mas paris com alta de 0,16% e Frankfurt com +0,23%. Madri registrou alta de 0,53% e Milão ficou estável. Nos EUA, poucas oscilações durante todo o dia e o Dow Jones terminando com +0,17% e Nasdaq com +0,09%. Na B3, dia de alta de 0,33% e índice em 74787 pontos, novo recorde de fechamento.

Na agenda de amanhã, teremos o IGP-10 de setembro e o IBC-Br de julho. Nos EUA, a inflação de agosto pelo CPI (Consumidor) e os pedidos de auxílio desemprego da semana anterior.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Sócio e Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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