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SÃO PAULO, 4 Mai (Reuters) – Os Bombeiros encontraram nesta
sexta-feira um corpo nos escombros do prédio que desabou na
madrugada de terça-feira no centro de São Paulo e há indícios de
que o cadáver é do homem que estava sendo resgatado do edifício
em chamas quando houve o desabamento.
"A vítima em óbito foi retirada do local e já foi levada ao
Instituto de Criminalística, era um homem com diversas tatuagens
no corpo e foi localizado com o cinto de segurança utilizado
durante a tentativa de salvamento", informou o Corpo de
Bombeiros em sua conta no Twitter.
De acordo com a corporação, uma cadela farejadora detectou a
possível presença de uma vítima na tarde de quinta e os
Bombeiros começaram a retirar manualmente os escombros do local
onde a vítima poderia estar. O corpo foi encontrado nesta sexta
por volta de meio-dia.
O Corpo de Bombeiros afirma que há cinco vítimas
desaparecidas após o incêndio e o desabamento do prédio,
localizado no Largo do Paissandu, centro de São Paulo.
Inicialmente, a corporação chegou a falar em 49 desaparecidos,
mas esclareceu nesta sexta que se tratavam de "possíveis"
desaparecidos.
Na véspera, o secretário de Segurança Pública de São Paulo,
Mágino Alves, disse que a Polícia Civil detectou que um
curto-circuito no quinto andar do prédio foi a origem do
incêndio. No local, três aparelhos –um microondas, uma
geladeira e uma televisão– estavam ligados na mesma tomada.
O cômodo onde o incêndio teve início abrigava quatro
pessoas. Duas delas foram hospitalizadas, uma criança de três
anos cujo estado de saúde era grave e o pai dela, que estava em
condição melhor, mas com dois terços do corpo queimado.
A Polícia Civil chegou à conclusão sobre a origem do
incêndio durante o depoimento de duas testemunhas. Também foi
aberto um inquérito para apurar cobranças de aluguéis em
ocupações irregulares após denúncias de que os moradores do
prédio que desabou, ocupado irregularmente, pagavam 400 reais de
aluguel aos coordenadores do movimento responsável pela ocupação
do local, que já foi a sede da Polícia Federal em São Paulo.

(Por Eduardo Simões
Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

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