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O dia foi marcado por grande alteração de comportamento nos mercados de risco ao longo de todo o dia. E notem que não estamos falando só dos mercados acionários, mas também do mercado de câmbio. No Brasil, chegamos a vazar o patamar de R$ 3,05 em boa queda para buscar novamente cotações acima de R$ 3,07. A Bovespa começou em queda seguindo os mercados mais fracos no exterior, passou ao campo positivo e voltou ao negativo.

Também pudera, com o mercado americano batendo sucessivos recordes históricos, muita complicação política na Europa e com Donald Trump, parece razoável que os investidores estejam nervosos, mesmo considerando a queda da aversão ao risco. No Brasil, não chegamos a nenhum recorde histórico (estamos cerca de 10% abaixo), mas muitas ações já estão com bons retornos nessas poucas semanas de 2017.

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Porém, o fluxo de recursos segue fazendo a diferença e jogando os mercados na direção da valorização dos ativos. Hoje tivemos a divulgação do IBC-Br de dezembro com queda em dezembro de
0,26%, e em 2016 de 4,34%, o que vai mostrar carregamento negativo para 2017 de algo como 0,70%. Em compensação, deixou a possibilidade aberta de termos um primeiro trimestre já em recuperação. O IPC-S da segunda semana de fevereiro trouxe desaceleração da inflação para 0,49%, vindo de 0,61%, com educação e recreação contribuindo para a queda.

O Boletim Prisma de previsões indicou crescimento do déficit do governo central em 2017 para R$ 149,5 bilhões, de anterior em R$ 148,3 bilhões. Na sequência dos mercados, internamente, o dólar oscilou muito cotado pouco antes do encerramento em R$ 3,077, com alta de 0,66%.

No segmento externo, nos EUA, os pedidos de auxílio desemprego cresceram 5000 posições para 239000, mas ficou abaixo do esperado. O índice de atividade do FED de Filadélfia mostrou forte alta para 43,3 pontos em fevereiro e a construção de novas residências encolheu 2,1 em janeiro. Novas permissões cresceram 4,6%.

O petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 0,56%, com o barril cotado a US$ 53,41, e notícias que a OPEP poderia cortar mais produção. O euro era transacionado em alta pata US$ 1,066, e os notes americanos de 10 anos estavam com juros em queda para 2,45%. O minério de ferro teve queda de 1,6% no mercado spot chinês e foi cotado a US$ 89,50 por tonelada.

Na agenda de amanhã, teremos a segunda prévia do IGP-M de fevereiro e a nota do setor externo de janeiro. Nos EUA, o índice de indicadores antecedentes do Conference Board.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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