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BOA NOITE INVESTIDOR: Mercados em Queda no Brasil

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Hoje os mercados abriram de mau humor. Aumento da aversão ao risco na China e Ásia em queda, queda também nos principais mercados da Europa e ainda nos futuros do mercado americano. Aqui a tendência é para seguir o exterior e com o lado político ainda pesando nas decisões dos investidores. O mega investidor George Soros se mostra pessimista com os mercados e indica prudência.
No exterior a China anunciou que a inflação anualizada até maio para o CPI (consumidor) ficou em 2,0%, de previsão de alta de 2,2%. Já o PPI (atacado) mostrou deflação de 2,8% de previsão de -3,3%. No Japão alguns membros do BOJ (BC japonês) querem flexibilização definitiva da política monetária para afastar o fantasma da deflação, já que ela está cada vez mais presente.
Indo para a Europa Mario Draghi presidente do BCE pediu o apoio dos países membros da zona do euro para acelerar a economia e alertou para a falta de reformas estruturais nas economias. Ontem o BCE iniciou a aquisição de bônus privados. Na Alemanha o saldo da balança comercial foi recorde em abril com superávit de 24 bilhões de euros (esperado era 22 bilhões de euros), enquanto no Reino Unido o déficit foi de 10,5 bilhões de libras.
O BC da Coreia reduziu juros inesperadamente em 0,25%, na menor taxa histórica em 1,25%. Já nos EUA os pedidos de auxílio desemprego encolheram 4000 posições para 264000, diferente da estimativa de 270000. Na sequencia dos mercados o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,15%, com o barril cotado a US$ 50,64. O euro retroagia em relação ao dólar em US$ 1,1336 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,67%, em queda. O ouro tinha queda nas negociações da Comex e a prata em alta. Commodities agrícolas com comportamento misto e o minério de ferro no spot chinês fechou estável em US$ 52,10.
No segmento local ontem foi dia da comissão de impeachment do senado ouvir testemunhas de acusação e reunião de hoje foi suspensa. O Copom manteve a taxa Selic estabilizada como previsto e o comunicado idêntico ao anterior indica que a Selic não deve ter alteração na reunião de julho. Já a FGV anunciou a primeira previa do IGP-M de junho com inflação subindo bem para 1,12% (anterior em 0,59%),acumulando em 2016 inflação de 5,31% e em 12 meses de 11,58%. Também divulgou o indicador de desemprego em expansão de 4,1% em maio.
Por aqui mercados abrindo o dia com alta de juros para os DIs em todos os vencimentos, dólar também em alta de 0,55% para R$ 3,387 ( seguindo exterior) e Bovespa iniciando em queda de 0,48%. Destaque para a queda na posição comprada de investidores estrangeiros no índice futuro para 38000 contratos.
Restam poucos dados a serem divulgados na agenda e os mercados vão se pautar internamente pelo noticiário político.


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