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Membros do Fed apoiam à elevação dos juros “muito em breve”

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Hoje foi mais um dia de realizações na Bovespa, basicamente afetada pelas quedas do minério no spot chinês e pelo petróleo em NY e, ainda, mexendo com as ações de Petrobras, Vale e siderúrgicas. No exterior, mercados com oscilações leve, mas com viés positivo. Petrobras ainda teve que conviver com o adiamento de julgamento do desbloqueio de ativos para venda.

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Bolsas da Europa operaram com comportamento misto afetadas pelo processo eleitoral conturbado na França e efeitos do Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. O estranho é que a OPEP parece querer endurecer o acordo com os países membros e cumprir 100% do firmado. No México, o PIB referente ao quarto trimestre desacelerou para expansão de 0,7%.

O FED divulgou ata da última reunião, com os dirigentes dizendo ser apropriado elevar juros em breve e que a alta pode dar flexibilidade à política. Acham que a alta de juros pode ser mais rápida que o antecipado e que ainda é preciso tempo para ter perspectiva mais clara. Há ainda riscos associados ao dólar forte e vulnerabilidade externa.

Nos EUA, as vendas de imóveis usados de janeiro cresceram 3,3%, quando o previsto era expansão de 0,7%. A diretora do FMI, Christine Lagarde, disse que nesse momento não se requer nenhum pedido de perdão da dívida da Grécia, mas que reformas são necessárias antes do novo acordo.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,33%, com o barril cotado a US$ 53,61. O euro era transacionado em alta para US$ 1,056 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,41%. O minério de ferro na china teve queda de 1,0%, com a tonelada negociada a US$ 93,60.

No segmento local, a prévia da inflação medida pelo IPCA-15 acelerou para 0,54%, com a taxa acumulada do ano em 0,85% e em 12 meses com 5,02%. O Bacen anunciou que o fluxo cambial acumulada em fevereiro (17/02) ficou negativo em US$ 3,11 bilhões, com fluxo financeiro negativo em US$ 4,03 bilhões. Mas no ano, está positivo em US$ 549 milhões. Os ganhos com swap estão em
R$ 1,48 bilhão.

A Receita Federal anunciou arrecadação em janeiro de R$ 137,3 bilhões, em alta real de 0,79% sobre igual período de 2016 e alta real sobre o mês anterior de 7,26%. As desonerações de janeiro ficaram em R$ 7,57 bilhões. Os DIs terminaram o dia com queda de juros para todos os vencimentos e o dólar operava na mínima cotado a R$ 3,069. Na Bovespa, na sessão de 20 de fevereiro, os investidores estrangeiros alocaram recursos no montante de R$ 61,1 milhões, deixando o saldo de fevereiro positivo em R$ 1,44 bilhão e o ano com ingressos de R$ 7,68 bilhões.

Na Europa, a bolsa de Londres registrou alta de 0,38%, Paris com +0,15% e Frankfurt com +0,26%. Madri e Milão com quedas de respectivamente 0,87% e 0,83%. No Brasil, a Bovespa tinha queda de 1,02%, com índice 68348 pontos. O Dow Jones tinha alta de 0,08% e Nasdaq com queda de 0,10%.

Na agenda de amanhã, teremos o IGP-M de fevereiro, a confiança do comércio e dados da PNAD contínua. O Bacen anuncia a nota de política monetária de janeiro. E o Tesouro, o resultado primário do governo central de janeiro. Nos EUA, os pedidos de auxílio desemprego da semana anterior, o índice de atividade de Kansas e discurso de Lockhart de Atlanta.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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