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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 2 Mai (Reuters) – As taxas dos contratos futuros
de juros fecharam a quarta-feira em alta, acompanhando o
movimento do dólar frente ao real diante da cena externa que,
apesar de o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos,
ter mantido os juros, não conseguiu reduzir expectativas de que
as taxas podem subir mais do que o esperado na maior economia do
mundo.
"O mercado estava 'hedgeado' (protegido) para uma catástrofe
no Fed, mas não foi o que aconteceu. Foi neutro", afirmou o
gestor da mesa de derivativos de uma corretora local.
O Fed manteve os juros na faixa de 1,50 e 1,75 por cento e
expressou confiança de que o recente aumento da inflação para
nível próximo à meta de 2 por cento será sustentada, mantendo o
curso para elevar os custos de empréstimo em junho.
Também minimizou a desaceleração recente no crescimento da
economia e na geração de empregos, informando que a atividade
tem se expandido com ritmo moderado e ganhos do mercado de
trabalho, em média, têm sido fortes em meses recentes.

Diante disso, os investidores do mercado de juros futuros de
curto prazo dos Estados Unidos mantinham nesta sessão as apostas
de que o Fed aumentará os juros pelo menos mais duas vezes este
ano. O banco central prevê atualmente mais dois aumentos dos
juros este ano, embora número crescente de autoridades veja três
como possível.
O dólar, que subia mais de 1 por cento ante o real, também
chegou a perder alguma força após o Fed, mas voltou a ganhar
ímpeto e ao patamar de 3,55 reais na reta final do pregão.
Os DIs mais curtos terminaram o dia com oscilações mais
tímidas neste pregão, sem alterações nas apostas para o próximo
encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco
Central, em maio.
A curva a termo precificou cerca de 65 por cento de chances
de redução de 0,25 ponto percentual da Selic no mês que vem,
ante cerca de 70 por cento na segunda-feira, com o restante
indicando manutenção, segundo operadores.
Para a reunião de junho, os DIs precificavam cerca de 20 por
cento de apostas de outro corte de 0,25 ponto da Selic, ante
cerca de 25 por cento no pregão anterior, com o restante
indicando manutenção.
Em março, o BC cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto
percentual, para o piso histórico de 6,50 por cento ao ano.
Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 16:30:
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
JUL8 6,249 6,242 0,007
JAN9 6,25 6,225 0,025
JAN0 6,99 6,96 0,03
JAN21 8 7,96 0,04
JAN23 9,2 9,16 0,04

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(Edição de Patrícia Duarte)
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