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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 9 Mai (Reuters) – As taxas dos contratos futuros
de juros mais curtos recuavam nesta quarta-feira, depois que o
presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, sinalizou que deve
ocorrer mais um corte da Selic na semana que vem.
Com isso, o mercado voltou a precificar chances ainda mais
majoritárias de que a taxa básica de juros cairá para 6,25 por
cento agora, no próximo encontro do Comitê de Política Monetária
(Copom) do BC.
"Com esse discurso do presidente do BC, as apostas de nova
redução da Selic em 0,25 ponto percentual deverão ganhar
impulso", trouxe a Renascença Corretora em relatório.
Na noite passada, Ilan disse que a recente escalada do dólar
frente ao real é normal em relação ao que vem ocorrendo no mundo
e, quando questionado em entrevista à GloboNews se o cenário
básico do Copom havia mudado para a semana que vem respondeu que
"o importante é saber o que se tem que olhar num regime de metas
da inflação".
"É expectativa de inflação, é atividade e olhar pra frente",
acrescentou em seguida.
A precificação para novo corte de 0,25 ponto percentual da
Selic voltava a subir nesta sessão, para 65 por cento, com o
restante indicando manutenção, segundo operadores. Na véspera,
essas apostas estava praticamente divididas, com a maior pressão
cambial.
Para junho, por outro lado, caíram ainda mais as apostas de
novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 8 por cento,
ante cerca de 15 por cento na véspera, indicando que o atual
ciclo de afrouxamento monetário está próximo do fim.
Apesar do salto do dólar frente ao real nas últimas semanas
devido ao cenário externo, a inflação brasileira continua
rodando abaixo do centro da meta oficial, em meio à atividade
econômica que ainda patina.
O trecho mais longo da curva a termo, por sua vez, tinha
leves altas, acompanhando o comportamento do dólar, que já era
operado na casa de 3,58 reais nesta sessão.
A elevação recente do dólar ante o real tem sido
influenciada pela possibilidade de o Federal Reserve, banco
central dos Estados Unidos, elevar as taxas de juros mais
intensamente neste ano com a retomada da economia e inflação
mais forte.
Com a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã,
os preços do petróleo podem ganhar força e impactarem a inflação
norte-americana, reforçando essa perspectiva de mais juros na
maior economia do mundo.
Com esse pano de fundo, o mercado já avaliava que um ciclo
de aperto monetário no Brasil pode começar antes. Por enquanto,
boa parte do mercado espera que a Selic volte a subir apenas no
segundo semestre do ano que vem.
"Com o corte da Selic agora, em meio a um ambiente de dólar
mais pressionado, eleva a perspectiva de que a Selic terá que
subir mais cedo do que o inicialmente esperado", emendou a
Renascença.
Veja as taxas dos principais contratos futuros às 10:01:

mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (p.p.)
(%)
JUL8 6,235 6,267 -0,032
JAN9 6,295 6,33 -0,035
JAN0 7,26 7,27 -0,01
JAN21 8,35 8,29 0,06
JAN23 9,58 9,48 0,1

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(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
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