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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 13 Abr (Reuters) – As taxas dos contratos futuros
de juros terminaram com pequenas oscilações nesta sexta-feira,
com a agenda fraca contendo o ímpeto dos investidores antes de
pesquisa de intenção de voto no final de semana, e após o
resultado fraco do setor de serviços favorecer a trajetória de
corte de juros pelo Banco Central.
"Os investidores esperam para ver qual dos candidatos de
centro-direita e outsiders têm mais chance real de chegar ao
segundo turno", destacou a CM Capital Markets em relatório, ao
lembrar que o Datafolha divulga no domingo a primeira pesquisa
de intenção de voto depois da prisão do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva.
O interesse dos investidores se deve ao fato de ainda nenhum
outro candidato ter se destacado, além da preocupação em torno
do comprometimento do futuro presidente com o ajuste das contas
públicas e a continuidade das reformas.
Esse movimento mais cauteloso é visto no trecho mais longo
da curva, intensificado ainda pela possibilidade de uma ação
militar dos Estados Unidos na Síria.
Já o trecho mais curto da curva terminou ao redor da
estabilidade, depois que os dados do setor de serviços
reforçaram a retomada lenta da economia e o caminho aberto para
novo corte de juros do Banco Central em maio.
O setor de serviços do Brasil cresceu 0,1 por cento em
fevereiro em relação a janeiro e teve queda de 2,2 por cento na
comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto as
expectativas em pesquisa da Reuters eram respectivamente de
avanço de 0,5 por cento e queda de 0,3 por cento.
Com os dados fracos da economia no primeiro trimestre, os
três maiores bancos privados do Brasil atualizaram seus cenários
para a economia nesta sexta-feira. Itaú e Bradesco reduziram
suas estimativas para o crescimento do país no primeiro
trimestre e Santander, a sua previsão de Selic para 2019, para
7,5 por cento, de 8,5 por cento. L1N1RQ1LY
"Os principais fatores contribuindo para manter as
expectativas de inflação ancoradas são o período mais prolongado
de preços baixos, lenta recuperação econômica, transmissão da
inflação baixa atual para a inflação futura por meio de
contratos indexados e aumento da credibilidade do Banco
Central", citou o Santander.
A precificação da curva a termo manteve nesta sessão cerca
de 70 por cento de chances de corte de 0,25 ponto percentual na
Selic em maio, com o restante indicando manutenção, segundo
operadores.
Para a reunião de junho do Comitê de Política Monetária
(Copom), os DIs precificaram cerca de 30 por cento de apostas de
corte de 0,25 ponto da Selic, ante cerca de 20 por cento na
sessão passada, com o restante em manutenção.
Em março, o BC cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto
percentual, para o piso histórico de 6,50 por cento ao ano.
Veja as taxas do principais contratos de DIs às 16:30:
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
JUN8 2DIJM18 6,34 6,334 0,006
JAN9 2DIJF19 6,225 6,225 0
JAN0 2DIJF20 6,93 6,98 -0,05
JAN21 2DIJF21 8,01 8,01 0
JAN23 2DIJF23 9,19 9,12 0,07

(Por Claudia Violante; Edição de Camila Moreira e Iuri Dantas)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
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