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SÃO PAULO, 16 Abr (Reuters) – As taxas dos contratos futuros
de juros terminaram com pequenas quedas nesta segunda-feira, com
dados fracos de inflação e atividade econômica mantendo o
caminho aberto para redução da Selic, e com a cena externa
tranquila mesmo após o ataque dos Estados Unidos e aliados à
Síria no fim de semana.
"Ainda é cedo para acreditar que a situação esteja de fato
resolvida mas, para os mercados globais, é vista como de baixo
risco", avaliou um operador-sênior de renda fixa de uma
corretora local.
Forças dos Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram
ataques aéreos contra a Síria no início do sábado (horário
local), em resposta a um ataque com gás venenoso que matou
dezenas de pessoas na semana passada, na maior intervenção de
potências ocidentais contra o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Com a retórica de que não haveria mais ataques e sem
respostas mais contundentes da Rússia, aliada do governo sírio,
os mercados internacionais operaram com relativa calma nesta
sessão, apostando que não haverá escalada militar na região.
A queda nas taxas dos DIs também decorreu de novos dados
econômicos. Pesquisa Focus do Banco Central mostrou nesta
segunda-feira que o mercado reduziu suas perspectivas de
crescimento da economia e da inflação, em meio a sinais cada vez
mais claros de que a atividade iniciou este ano patinando mais
do que o esperado.
O levantamento também mostrou que o grupo de economistas que
mais acerta as projeções, o Top 5, passou a ver que a Selic
subirá menos do que o esperado em 2019.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br),
espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB),
apresentou expansão de apenas 0,09 por cento em fevereiro na
comparação com o mês anterior, abaixo da expectativa em pesquisa
da Reuters, de crescimento de 0,15 por cento.
Com isso, a curva a termo manteve nesta sessão cerca de 70
por cento de chances de corte de 0,25 ponto percentual na Selic
em maio, com o restante indicando manutenção, segundo
operadores.
Para a reunião de junho do Comitê de Política Monetária
(Copom), os DIs precificavam cerca de 30 por cento de apostas de
corte de 0,25 ponto da Selic, igual ao pregão anterior, com o
restante em manutenção.
Em março, o BC cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto
percentual, para o piso histórico de 6,50 por cento ao ano.
Internamente, a cena política seguiu no centro das atenções,
sobretudo a poucos meses das bastante incertas eleições
presidenciais. Neste fim de semana, pesquisa Datafolha mostrou
que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguia na
liderança da corrida eleitoral, uma semana depois de ter sido
preso no âmbito da operação Lava Jato.
Com Lula como candidato, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ)
seguia isolado em segundo lugar. Mas sem o petista, a
ex-senadora Marina Silva (Rede) cresce e encosta no deputado,
configurando empate técnico. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT)
também cresceu sem o petista no páreo.
O mercado considera Lula um candidato menos comprometido com
o ajuste fiscal e alguém com posições semelhantes às dele também
não agrada.
"O quadro segue sem uma definição clara", afirmou o
operador.
Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 16:30:

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
JUN8 6,34 6,34 0
JAN9 6,23 6,225 0,005
JAN0 6,92 6,93 -0,01
JAN21 7,96 8,01 -0,05
JAN23 9,14 9,19 -0,05

(Por Claudia Violante; Edição de Patrícia Duarte e Iuri Dantas)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))


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