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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 14 Jun (Reuters) – As taxas dos contratos futuros
de juros firmaram trajetória de alta nesta quinta-feira, com
algum fluxo comprador sobretudo na faixa dos DIs intermediários
e após a queda do dólar ante o real perder força.
"Dado que o câmbio está monitorado (pelo Banco Central), o
mercado está atuando em outras frentes, como os DIs", citou o
gestor de derivativos de uma corretora local, ao lembrar que
seguiam as preocupações entre os investidores com a cena fiscal
e as eleições presidenciais, que remetem à possibilidade de alta
de juros num futuro próximo.
A curva a termo de juros continuava mostrando apostas
majoritárias de alta de 0,25 ponto percentual da Selic na semana
que vem, com o restante indicando manutenção, segundo dados da
Reuters.
A visão de economistas, no entanto, difere da precificação
da curva, com alta dos juros ocorrendo apenas mais para a
frente. Isso porque a sinalização dada pelo próprio presidente
do BC, Ilan Goldfajn, é de manutenção da taxa básica de juros,
hoje na mínima histórica de 6,50 por cento ao ano.
"A curva está um pouco distorcida com o nervosismo recente",
comentou o gestor.
O mercado doméstico piorou após a greve dos caminhoneiros,
em maio, elevar as preocupações com a deterioração do quadro
fiscal do Brasil, com a redução do preço do diesel gerando
impacto bilionário sobre as contas do governo.
Além disso, pesquisas eleitorais mostraram dificuldade dos
candidatos que o mercado considera como mais comprometidos com
ajustes fiscais de ganhar tração na corrida presidencial.
Assim, o BC e o Tesouro vêm atuando conjuntamente para
tentar dar equilíbrio aos mercados de câmbio e de DIs. A
autoridade monetária tem feito fortes atuações, contribuindo
para manter o dólar orbitando ao redor de 3,70 reais nos últimos
dias.
Nesta sessão, o Tesouro comprou 1,4 milhão de Notas do
Tesouro Nacional série F (NTN-F), quase a integralidade da
oferta de até 1,5 milhão de papéis, sem ter vendido nenhum papel
da oferta de até 300 mil.
Comprou 800 mil papéis de NTN-F com vencimento em 2029
, com taxa de 11,88 por cento, ante 11,87 por
cento no consenso.
Mais cedo, os DIs tinham leves oscilações, na esteira da
queda do dólar ante o real e após o Banco Central Europeu (BCE)
ter anunciado que vai acabar com seu enorme programa de estímulo
via compra de títulos, mas que isso não significava juros mais
elevados no curto prazo.
"A sinalização mais 'dovish' quanto aos juros deve ter um
impacto mais relevante", comentou mais cedo a corretora
Coinvalores em relatório.
O BCE anunciou que vai encerrar o programa de compra de
títulos de 2,55 trilhões de euros no final do ano e informou que
os juros permaneceriam inalterados até o verão de 2019 (no
hemisfério Norte).
De outubro a dezembro, o BCE planeja comprar 15 bilhões de
euros em títulos por mês e fechar o esquema no fim de 2018.
A decisão do BCE vem um dia depois de o Federal Reserve,
banco central norte-americano, ter anunciado que pretende elevar
os juros quatro vezes neste ano, ambas decisões com implicações
sobre o fluxo global de recursos e impacto sobre países
emergentes, como o Brasil.
Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 12:54:
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
JUL8 6,53 6,502 0,028
JAN9 7,435 7,23 0,205
JAN0 9,12 8,88 0,24
JAN21 10,11 9,94 0,17
JAN23 11,42 11,35 0,07

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))

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