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SÃO PAULO, 8 Mai (Reuters) – As taxas dos contratos futuros
de juros de prazo mais longo subiam nesta terça-feira,
influenciadas pelo avanço do dólar ante o real diante das
tensões entre Estados Unidos e Irã e em meio a um movimento de
zeragem de posição vendida.
"Vimos 'stop' sobretudo no (DI com vencimento em) janeiro de
2020 ", comentou o chefe da mesa de renda fixa de uma
corretora local.
Com o avanço recente do dólar ante o real, que atingiu 3,57
reais na máxima desta sessão, tem crescido a percepção de que o
corte da Selic esperado para este mês será o último do atual
ciclo de afrouxamento monetário do Banco Central.
Além disso, se a trajetória de alta da moeda norte-americana
se perpetuar, há possibilidade de impactar na inflação e
eventualmente fazer o BC subir a Selic antes do que o esperado.
Em 2018 até a véspera, o dólar já havia acumulado ganho de
7,19 por cento sobre o real, o que obrigou o BC fazer atuação
mais pesada neste mês no mercado de câmbio.
A tensão nos mercados globais vinha porque o presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, anunciará nesta terça-feira se vai
retirar seu país do acordo nuclear firmado com o Irã ou se o
manterá filiado e trabalhará com aliados europeus que vêm se
empenhando em convencê-lo de que o pacto conseguiu frear as
ambições nucleares de Teerã.
A retirada dos EUA elevaria as sanções econômicas ao Irã, o
que poderia afetar a produção e exportação de petróleo do país.
Preços mais caros de petróleo impactam a inflação e podem
levar o Federal Reserve, banco central norte-americano, a ser
mais austero e elevar mais do que o esperado os juros, o que
poderia atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados
em mercados considerados de maior risco, como o brasileiro.
O trecho mais curto da curva a termo local operava com
pequenas altas, depois que os dados mais salgados de inflação. O
IGP-DI subiu 0,93 por cento em abril depois de subir 0,56 por
cento em março, com pressão maior dos preços tanto no atacado
quando ao consumidor. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam
alta de 0,62 por cento.
A curva a termo precificava em cerca de 60 por cento as
apostas de que o BC vai reduzir novamente a Selic na próxima
semana em 0,25 ponto percentual, ante cerca de 70 por cento na
sessão anterior. O restante indicava manutenção da taxa, segundo
operadores.
Para a reunião de junho do Comitê de Política Monetária
(Copom) do BC, os DIs precificavam 13 por cento de apostas de
outro corte de 0,25 ponto da Selic, ante 16 por cento na
véspera, com o restante indicando manutenção.
Em março, o BC cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto
percentual, para o piso histórico de 6,50 por cento ao ano.
Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 10:37:

mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
JUL8 6,27 6,245 0,025
JAN9 6,355 6,3 0,055
JAN0 7,27 7,13 0,14
JAN21 8,27 8,16 0,11
JAN23 9,42 9,33 0,09

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(Por Claudia Violante; Edição de Patrícia Duarte)
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