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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 26 Jan (Reuters) – As taxas dos contratos futuros
de juros recuavam nesta sexta-feira, com apostas dos
investidores de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
tem menos chances de entrar na corrida eleitoral deste ano após
sua condenação por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro ter
sido confirmada por unanimidade em segunda instância.
O recuo do dólar ante o real e o ambiente externo
positivo nesta sessão também favoreceriam na trajetória das
taxas dos DIs.
"A grande preocupação do mercado é com a condução das contas
públicas e com essa aparente definição do cenário eleitoral traz
menor risco heterodoxo, com mais espaço para outros candidatos
de perfil mais reformista", afirmou o analista de renda fixa da
corretora Magliano, Carlos Soares Rodrigues.
Na quarta-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região
(TRF-4) decidiu por unanimidade manter a condenação de Lula,
adicionando obstáculos às pretensões do petista de disputar
novamente a Presidência da República em outubro.
Mesmo assim, o PT lançou Lula como pré-candidato do partido
na véspera.
As taxas dos DIs já haviam recuado bastante na quarta-feira,
dia da decisão do TRF-4. No dia seguinte, a B3 ficou fechada por
conta do feriado pelo aniversário da cidade de São Paulo.

O otimismo do mercado de que o resultado das eleições
presidenciais deste ano abra o caminho para um candidato mais
reformista chegou a elevar marginalmente as apostas de cortes
nos juros básicos pelo Banco Central.
Os DIs precificaram cerca de 90 por cento de chances de
corte de 0,25 ponto percentual da Selic em fevereiro, próxima
reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC,
praticamente igual ao que estava na quarta-feira, com o restante
indicando manutenção da taxa, segundo dados da Reuters.

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Para março, a curva indicava cerca de 35 por cento de
chances de outro corte de 0,25 ponto na taxa básica de juros,
ante 30 por cento, segundo operadores. O restante precificava
manutenção.
"O que condicionaria um segundo corte neste ano seria o
avanço da reforma da Previdência, mas ainda segue bem remota a
possibilidade de ela passar em fevereiro", afirmou Rodrigues.
A votação da reforma da Previdência está marcada para
acontecer no dia 19 de fevereiro na Câmara dos Deputados. O
governo do presidente Michel Temer ainda não tem o apoio
político para garantir a aprovação.
A cena externa também ajudava no bom humor dos mercados
neste pregão, com o dólar recuando frente a uma cesta de moedas
e divisas de país emergentes, como o peso mexicano
. Também caía sobre o real , movimento que ajuda a
retirar pressão sobre a inflação e, consequentemente, sobre as
taxas dos DIs.
Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 11:20:
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (p.p.)
(%)
APR8 6,695 6,709 -0,014
JAN9 6,785 6,83 -0,045
JAN0 7,92 7,99 -0,07
JAN21 8,72 8,84 -0,12
JAN23 9,45 9,62 -0,17

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))


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