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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 4 Dez (Reuters) – As taxas dos contratos futuros
de juros recuaram nesta segunda-feira, com os investidores um
pouco mais otimistas com a possibilidade de votação da reforma
da Previdência ainda neste ano depois que o governo passou o
final de semana em intensas negociações com a base aliada.
Os investidores também consolidaram suas apostas de que o
Banco Central vai reduzir a Selic novamente nesta semana e
continuar o movimento no início de 2018.
"Ainda que o noticiário das últimas horas seja de viés mais
favorável, com os principais articuladores do governo agora
trabalhando com a possibilidade de os partidos da base aliada
fecharem questão pela proposta (da reforma da Previdência), o
cenário sobre a aprovação da medida segue difícil e envolto de
incertezas", trouxe a corretora Renascença em relatório.
Na noite passada, o presidente Michel Temer reuniu-se com
líderes, presidentes de partidos da base aliada e ministros para
buscar apoio político à reforma. Ao sair do encontro, o
presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse
esperar ter uma ideia até a próxima quinta-feira de quantos
votos favoráveis à reforma da Previdência existem na Casa.

Nesta tarde, Maia voltou a falar sobre a reforma e destacou
que a ideia é garantir em torno de 330 votos favoráveis à
reforma para então levá-la ao plenário da Casa. Ele ponderou,
entretanto, que sem o apoio do PSDB não há "nenhuma condição" de
se aprovar o texto.
Apesar do quadro político ainda incerto, o mercado manteve a
avaliação de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC
reduzirá a Selic em 0,50 ponto percentual na próxima
quarta-feira, para o piso histórico de 7 por cento ao ano.
"Em semana de Copom, tais avanços (com a reforma da
Previdência) são o fiel da balança para que o recorde de baixa
dos juros brasileiros seja quebrado mais de uma vez", afirmou o
economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira.
Os contratos de juros precificaram nesta sessão 93 por cento
de chances de redução de 0,50 ponto percentual da Selic agora,
ante 90 por cento pela manhã, com o restante indicando corte de
0,25 ponto, segundo dados da Reuters.
Para 2018, as apostas de redução de 0,25 ponto percentual em
fevereiro, na primeira reunião do Copom do ano, estavam em cerca
de 70 por cento, ante cerca de 65 por cento no pregão passado,
segundo operadores. O restante indicava manutenção da Selic.
Atualmente, a taxa básica de juros está em 7,50 por cento ao
ano, muito próximo da atual mínima histórica de 7,25 por cento,
em meio ao cenário de inflação baixa.
Pesquisa Reuters mostrou que a inflação deve terminar 2017
abaixo da meta mesmo após acelerar em novembro, aumentando a
pressão para novos cortes de juros no ano que vem. Os preços ao
consumidor medidos pelo IPCA provavelmente subiram 2,88 por
cento nos doze meses até novembro, de acordo com a mediana de 27
estimativas.
Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 16:30:
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
JAN8 6,98 7,005 -0,025
APR8 6,845 6,86 -0,015
JAN9 7,06 7,09 -0,03
JAN21 9,23 9,32 -0,09
JAN23 10,13 10,24 -0,11

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(Edição de Patrícia Duarte)
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