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Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 30 Nov (Reuters) – As taxas dos contratos futuros
de juros de longo prazo subiam nesta quinta-feira, com o mercado
mostrando mais preocupação diante da dificuldade que o governo
enfrenta para tentar votar a reforma da Previdência em breve.
Os DIs mais curtos, por sua vez, rondavam a estabilidade,
sem novidades que justificassem mudanças nas apostas para a
política monetária.
"O mercado está começando a colocar na conta que não vai
aprovar (a reforma da Previdência)… A leitura está mais
negativa", afirmou o consultor da mesa de renda fixa de uma
corretora local.
Na véspera, os investidores começaram a reduzir seu otimismo
com a possibilidade de votação da reforma depois que o ministro
da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o governo não via mais
possibilidade de fazer novas concessões no atual texto.

O ministro disse ainda que o PSDB havia deixado a base
aliada do governo. Era justamente a percepção de que a legenda
ajudaria o presidente Michel Temer a tirar a reforma do papel
que sustentou o bom humor dos mercados nos últimos dias.
"O PSDB se tornou fonte de ruído e instabilidade", afirmou o
diretor de Tesouraria de um banco estrangeiro, ao acrescentar
que a grande incerteza agora "é se os dois partidos (PSDB e
PMDB) estarão juntos na disputa eleitoral do ano que vem, o que
é visto como um novo risco político".
A alta do dólar ante o real também influenciava na
trajetória dos DIs, uma vez que o movimento tende a pressionar a
inflação e pode exigir aperto monetário.
Os DIs mais curtos, por sua vez, continuavam refletindo as
avaliações do mercado de que o Banco Central continuará seu
movimento de afrouxamento da taxa básica de juros na próxima
semana.
Os contratos precificavam nesta sessão cerca de 90 por cento
de chances de redução de 0,50 ponto percentual da Selic agora,
ante cerca de 95 por cento na véspera, com o restante indicando
corte de 0,25 ponto, segundo dados da Reuters.
Para 2018, as apostas de redução de 0,25 ponto percentual em
fevereiro, na primeira reunião do Comitê de Política Monetária
(Copom) do BC no ano, mantinham-se próximas de 70 por cento,
iguais às da véspera, segundo operadores. O restante indicava
manutenção da Selic.
Atualmente, a taxa básica de juros está em 7,50 por cento ao
ano, muito próximo da mínima histórica de 7,25 por cento.
Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 10:56:
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (p.p.)
(%)
JAN8 7,02 7,035 -0,015
APR8 6,87 6,875 -0,005
JAN9 7,12 7,13 -0,01
JAN21 9,36 9,33 0,03
JAN23 10,24 10,19 0,05

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(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
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