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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 7 Jun (Reuters) – As taxas dos contratos futuros
de juros mais curtos disparavam nesta quinta-feira diante da
forte alta do dólar, que já se encaminhava para o patamar de
3,95 reais em meio ao nervosismo do mercado com a cena política
local e o quadro fiscal, alimentando as apostas de alta da Selic
em breve.
Os DIs de prazo bem mais longos, que recuavam mais cedo
aliviados pelo anúncio atuação conjunta de Banco Central e
Tesouro Nacional, também mudaram de rota e iniciaram a tarde em
alta.
"O mercado está muito nervoso, volátil", comentou um
operador da mesa de renda fixa de um banco nacional, ao citar
que o dólar renovou a máxima, já com 2 por cento de alta e a
3,94 reais.
O mercado doméstico piorou após a greve dos caminhoneiros
elevar as preocupações com a deterioração do quadro fiscal do
Brasil, com a redução do preço do diesel gerando impacto
bilionário sobre as contas do governo.
Além disso, pesquisas eleitorais têm mostrado dificuldade
dos candidatos que o mercado considera como mais comprometidos
com ajustes fiscais de ganhar tração na corrida presidencial.
O DI com vencimento em janeiro de 2027 já subia
cerca de 0,30 ponto percentual, depois de acumular alta de 0,77
ponto nos dois pregões anteriores. Na mínima, mais cedo, esse DI
chegou a recuar 0,35 ponto percentual. (Veja tabela)
Nesta sessão, os DIs com vencimento em outubro de 2018
e janeiro de 2019 já haviam atingido o
limite máximo dessa sessão, segundo a B3.
"O mercado vê riscos fiscais e incertezas eleitorais
agravadas pelo movimento dos caminhoneiros, que reduz as
previsões de crescimento da economia e afeta a confiança",
trouxe a corretora CM Capital Markets, em relatório.
Desta forma, o dólar disparava nesta sessão, impactando a
curva de juros e minimizando os efeitos da ação conjunta de BC e
Tesouro. Na noite passada, o BC anunciou operação compromissada
com prazo de nove meses, colocada integral, enquanto o Tesouro
fez leilão de compra e venda de Notas do Tesouro Federal série F
(NTN-F), nos vencimentos de 2025, 2027 e 2029, além de 2023, uma
novidade.
No leilão de recompra, o papel com vencimento em 2027 teve o
maior lote, de 730 mil títulos, e saiu com taxa de 11,7299 por
cento, ante consenso de 11,76 por cento. Já no de venda, o
Tesouro não vendeu nenhum papel com o vencimento em 2023.

Em meio a esse nervosismo, a curva a termo de juros já
passava a precificar apostas, ainda que minoritárias, de alta de
0,50 ponto percentual da Selic em junho, próxima reunião do
Comitê de Política Monetária (Copom). Na véspera, as apostas
minoritárias eram de manutenção, segundo dados da Reuters.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Os DIs também precificavam cerca de 80 por cento de chances
de avanço de 0,25 ponto percentual da taxa. Atualmente, a Selic
está em 6,50 por cento ao ano.
"Se o BC mudou de plano e manteve os juros na reunião
passada por causa do (cenário) externo e do câmbio, é bem
razoável supor que ele pode mudar de plano de novo e subir os
juros em breve pelos mesmos motivos", disse o sócio de uma
gestora de recursos no Rio de Janeiro.
Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 13:18:
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (p.p.)
(%)
JUL8 6,64 6,462 0,178
JAN9 7,575 6,979 0,596
JAN0 8,86 8,064 0,796
JAN21 9,79 9,234 0,556
JAN23 11,49 11,114 0,376

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))


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