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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 12 Mar (Reuters) – Os contratos futuros de juros
de curtíssimo prazo terminaram, em sua maioria, com tímidas
quedas nesta segunda-feira, em meio a perspectivas de que a
Selic será reduzida mais uma vez neste mês diante da fraqueza da
inflação.
"A queda de hoje (dos DIs) atribuo ao Focus, que colocou
para baixo as projeções", comentou o gerente de renda fixa da
corretora Lerosa Investimentos, Carlos Fernando Mendes. Para
ele, "quem estava na dúvida (sobre o corte de juros) acaba sendo
influenciado".
Segundo a pesquisa Focus do Banco Central, os analistas
passaram a ver um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa
básica de juros, à nova mínima histórica de 6,5 por cento, na
reunião de 20 e 21 de março do Comitê de Política Monetária
(Copom) do BC. Para 2019, as projeções continuaram em 8 por
cento.
A conta para a alta do IPCA agora é de 3,67 por cento ao
final deste ano, sobre 3,70 por cento na semana anterior. O
número para 2019 também caiu, para 4,20 por cento, de 4,24 por
cento.
Com isso, a curva a termo de juros precificou nesta sessão
cerca de 85 por cento de chances de novo corte de 0,25 ponto
percentual da Selic agora, com o restante indicando manutenção,
ante 80 por cento na sexta-feira, segundo operadores.
A curva também manteve apostas de que a Selic voltará a
subir só em dezembro, com 68 por cento indicando elevação de
0,25 ponto, de 72 por cento na sexta-feira, informaram
operadores. O restante indicava manutenção.
Nos últimos dias, importantes instituições reduziram suas
previsões para a Selic, como o Itaú Unibanco, que chegou a
elevar sua aposta para 6,75 por cento para este Copom e, agora,
vê que a taxa irá a 6,50 por cento.
Nesta manhã, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, contribuiu
com a trajetória de baixa mais firme dos juros na etapa matutina
ao declarar ter sido bom começar o ano com inflação abaixo da
meta, e não o contrário, porque a política monetária teria que
reagir.
Na semana passada, Ilan já havia mudado o tom sobre o
cenário inflacionário, afirmando que as altas de preços estavam
vindo mais fracas do que o esperado, surpreendendo o próprio BC.
Foi a senha para os mercados ajustarem suas apostas de que
haverá outro corte da Selic neste mês.
Ao longo do pregão, o trecho mais longo da curva perdeu
força com o avanço do dólar ante o real e também zeragem
de posições vendidas, informaram os profissionais das mesas.

Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 16:30:

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
APR8 6,548 6,555 -0,007
JAN9 6,45 6,45 0
JAN0 7,28 7,29 -0,01
JAN21 8,23 8,25 -0,02
JAN23 9,18 9,19 -0,01

(Edição de Patrícia Duarte e Iuri Dantas)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))


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