Clicky

MetaTrader 728×90

SÃO PAULO, 16 Mai (Reuters) – As taxas dos contratos de
juros futuros de prazo mais curto terminaram a sessão com quedas
tímidas, com os investidores mantendo apostas majoritárias de
que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vai
reduzir novamente a Selic nesta quarta-feira, diante do cenário
de inflação e atividade econômica fracas.
"A leitura é que o BC vai cortar 0,25 ponto percentual hoje.
A discussão é se o BC vai sinalizar se para mesmo depois disso
ou se vai deixar a porta aberta (para novo corte)", afirmou o
estrategista da gestora Fator Administração de Recursos, Paulo
Gala.
Em seu encontro de março, quando reduziu a Selic para 6,50
por cento ao ano, o BC indicou que faria mais uma redução de
0,25 ponto no encontro que termina nesta quarta-feira e que
depois interromperia a trajetória de cortes.
Desde aquela data, no entanto, o dólar já saltou 40 centavos
ante o real, principalmente com a possibilidade de o Federal
Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevar mais do que o
esperado os juros do país.
Termômetro com maior influência do câmbio, o Índice Geral de
Preços-10 (IGP-10) registrou alta de 1,11 por cento em maio
depois de avançar 0,56 por cento no mês anterior, com forte
aceleração da alta em matérias-primas e combustíveis para
produção no atacado.
Com isso, muitos investidores questionaram se o BC
brasileiro deveria mesmo promover mais um corte na Selic agora,
apesar da atividade bastante fraca e inflação comportada. Mas o
presidente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn, repetiu que o
BC olha para inflação, expectativas e atividade e que o aumento
do dólar ante o real era um movimento global.
Outro sinal de que a atividade econômica continua fraca foi
dado nesta manhã. O Índice de Atividade Econômica do Banco
Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno
Bruto (PIB), recuou 0,74 por cento em março na comparação com
fevereiro, bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters
com analistas, de queda de 0,10 por cento.
Com isso, a economia brasileira fechou o primeiro trimestre
com queda de 0,13 por cento na margem, interrompendo quatro
trimestres no azul.
Com esse dado em mãos, o Bank of America Merrill Lynch
(BofAML) se juntou ao Itaú Unibanco e também revisou para baixo
sua previsão para o PIB deste ano, para 2,1 por cento, de 3 por
cento antes.
O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, já adiantou que
também o governo está revendo seus números para o PIB deste ano
diante de indicadores mais fracos neste início de ano. A
previsão atual é de 3 por cento. Uma fonte da equipe econômica
contou à Reuters que a projeção será reduzida para cerca de 2,5
por cento.
A curva a termo precificava 65 por cento de chances de corte
de 0,25 ponto percentual da Selic agora, ante 62 por cento na
véspera, com o restante indicando manutenção, segundo
operadores.
Para junho, próximo encontro do Copom, as apostas de novo
corte da mesma magnitude caíram para 6 por cento, de 8 por cento
na véspera, com o restante indicando manutenção.
"Mais importante do que a decisão em si serão o placar,
consenso ou não, indicações de divergências insuficientes para
formar dissidência, sinalização sobre os próximos passos",
trouxe o Banco Fator em comentário.
As taxas dos DIs mais longo terminaram a sessão com leves
altas, influenciadas pelo contínuo movimento de alta do dólar
frente ao real, que tende a pressionar a inflação.
Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 16:30:

mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
JUN8 6,23 6,245 -0,015
JAN9 6,32 6,35 -0,03
JAN0 7,34 7,35 -0,01
JAN21 8,46 8,47 -0,01
JAN23 9,63 9,67 -0,04

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Por Claudia Violante; Edição de Patrícia Duarte e Iuri Dantas)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))


Assuntos desta notícia

Join the Conversation