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SÃO PAULO, 14 Mai (Reuters) – As taxas dos contratos futuros
de juros de curto prazo registravam tímidas oscilações nesta
segunda-feira, diante de novo indicador de fraqueza da economia
e com o mercado mantendo amplas apostas de novo corte da taxa
básica de juros nesta semana.
Já os DIs mais longos subiam em sintonia com o avanço dos
rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos e após a
divulgação de pesquisa CNT/MDA de intenção de voto para a
Presidência da República neste ano, que não mostrou vigor de
candidato que os investidores considerem mais comprometidos com
ajuste fiscal.
"Em linhas gerais, o boletim de hoje traça um panorama mais
negativo para a nossa economia", trouxe a corretora Coinvalores
em relatório, referindo-se à pesquisa semanal Focus do Banco
Central.
O levantamento mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) do
país deve crescer 2,51 por cento este ano, forte redução em
relação aos 2,70 por cento calculados antes, chegando a 3,0 por
cento em 2019, conta inalterada.
"Acreditamos que as condições correntes da atividade e
inflação continuam prescrevendo novo corte da taxa básica de
juros", trouxe o banco Bradesco em relatório.
A curva a termo precificava 67 por cento de chance de corte
de 0,25 ponto percentual da Selic na quarta-feira, sobre 72 por
cento na sessão anterior, com o restante indicando manutenção,
segundo operadores. Hoje, a Selic está na mínima histórica de
6,50 por cento.
Para junho, próximo encontro do Comitê de Política Monetária
(Copom) do BC, as apostas de novo corte da mesma magnitude
estavam em 10 por cento, ante 16 por cento na sessão passada,
com o restante indicando manutenção.
No exterior, os rendimentos dos Treasuries subiam e
influenciavam as taxas dos DIs mais longos, que ampliaram ainda
a alta após a pesquisa eleitoral CNT/MDA. O dólar virou e passou
a subir ante o real após o levantamento e ajudava a pressionar a
curva de juros futuros.
"O mercado não gostou da pesquisa", afirmou um gestor de
derivativos de uma corretora local, que citou o desempenho do
candidato Ciro Gomes (PDT).
Pesquisa de intenção de voto CNT/MDA divulgada nesta manhã
mostrou que, num cenário sem a presença do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) como candidato, Jair Bolsonaro (PSL)
aparece com 18,3 por cento, à frente de Marina Silva (Rede), com
11,2 por cento, e com Ciro em terceiro, com 9 por cento.
No levantamento de março, Bolsonaro tinha 20 por cento no
cenário sem Lula, enquanto Marina aparecia com 12,8 por cento e
Ciro tinha 8,1 por cento.
"Acreditamos que os candidatos identificados com a agenda do
mercado não mostrarão bom desempenho", já havia escrito mais
cedo a corretora Coinvalores.
Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 12:00:

(Por Claudia Violante; Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))

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