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SÃO PAULO, 10 Mai (Reuters) – As taxas dos contratos futuros
de juros de prazo mais curto exibiam leves quedas nesta
quinta-feira, depois que a inflação que baliza a meta oficial
fechou abril em alta mais fraca do que o esperado, mantendo o
caminho aberto para o Banco Central promover mais um corte da
Selic na próxima semana.
Já os DIs mais longos acompanhavam a queda do dólar ante o
real e o cenário externo, ampliando o recuo após divulgação de
inflação mais fraca do que o esperado nos Estados Unidos aliviar
a percepção de alta maior que o esperado nos juros
norte-americanos.
"A inflação benigna e menor do que o esperado entre janeiro
e abril, a queda das expectativas inflacionárias em 2018-19 e a
desaceleração da dinâmica real do ciclo de negócios…
encorajarão o Copom a honrar sua orientação e reduzir a taxa
Selic", afirmou o chefe de pesquisa para a América Latina do
Goldman Sachs, Alberto Ramos, em nota.
Para ele, no entanto, esse será o último corte do atual
ciclo de afrouxamento, iniciado em outubro de 2016. "A recente
pressão sobre o real e os mercados financeiros globais instáveis
provavelmente levarão o Copom a endurecer a linguagem e sugerir
que o longo ciclo de flexibilização já tenha terminado",
acrescentou.
O IPCA subiu 0,22 por cento em abril, acumulando em 12 meses
avanço de 2,76 por cento, permanecendo abaixo do piso da meta,
de 4,5 por cento com margem de 1,5 ponto percentual. As
expectativas em pesquisa da Reuters com analistas eram de avanço
de 0,28 por cento na comparação mensal, acumulando em 12 meses
alta de 2,82 por cento.
A curva a termo de juros mantinha nesta sessão precificação
de 65 por cento de chance de corte de 0,25 ponto percentual da
Selic no dia 16 de maio, com o restante indicando manutenção,
segundo operadores. Hoje, a Selic está na mínima histórica de
6,50 por cento.
Para junho, próximo encontro do Comitê de Política Monetária
(Copom) do BC, as apostas de novo corte da mesma magnitude
subiam a 18 por cento, sobre 8 por cento na véspera, com o
restante indicando manutenção.
"O que foi dado pelo BC, de que está atento à atividade e
inflação, não mudaria a perspectiva de corte de juros (agora)",
justificou o economista-chefe da gestora Infinity Asset, Jason
Vieira.
As taxas dos DIs mais longos, depois de saltarem nos últimos
dias, recuavam neste pregão, acompanhando o movimento do dólar
frente ao real, favorecido por correção e pelos dados mais
fracos sobre a inflação norte-americana.
Nas últimas semanas, cresceram os temores de juros mais
altos do que o esperado nos Estados Unidos diante da atividade e
inflação mais fortes. O dólar, na véspera, fechou muito próximo
do patamar de 3,60 reais, o maior em dois anos.
A taxa do DI com vencimento em janeiro de 2023 ,
por exemplo, subiu 0,52 ponto percentual neste mês, até a
véspera.
Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 10:34:
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (p.p.)
(%)
JUL8 6,216 6,243 -0,027
JAN9 6,265 6,295 -0,03
JAN0 7,23 7,34 -0,11
JAN21 8,28 8,44 -0,16
JAN23 9,51 9,68 -0,17

(Por Claudia Violante; Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
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