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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 7 Dez (Reuters) – As taxas dos contratos futuros
de juros de curto prazo exibiam leves baixas nesta quinta-feira,
mantendo as apostas de que o Banco Central reduzirá, ainda que
de maneira menos intensa, a Selic no início de 2018 depois de
ter falado em cautela daqui para frente.
Os DIs mais longos, no entanto, tinham fortes altas, com os
investidores mais temerosos com as chances de o governo
conseguir votar a reforma da Previdência em breve, diante da
dificuldade de angariar apoio político suficiente.
"O ajuste ao Copom está limitado à ponta curta (dos DIs). No
longo, o mercado já está se precavendo de a Previdência não ser
votada neste ano", afirmou o estrategista-chefe da corretora
Coinvalores, Paulo Nepomuceno.
Na noite passada, o Comitê de Política Monetária (Copom)
cortou a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, a 7 por
cento ao ano, movimento amplamente esperado pelo mercado e que
levou a Selic ao seu menor nível histórico, deixando a porta
aberta para nova redução adiante, mas ressalvando que encarará a
investida com "cautela".
Isso porque o BC deixou claro que os passos seguintes estão
mais sensíveis a eventuais mudanças no cenário de riscos o que,
para analistas, foi uma sinalização sobre como será o desfecho
da reforma da Previdência.
A curva a termo precificava nesta sessão cerca de 60 por
cento de chances de corte de 0,25 ponto percentual da Selic no
encontro de fevereiro do Copom, com o restante sinalizando
manutenção, segundo operadores.
Este deve ser o último corte da Selic neste atual ciclo de
afrouxamento monetário, já que a curva embutia ainda apenas 12
por cento de chances de nova redução de 0,25 por cento em março.
Os DIs mais longos disparavam nesta sessão, com muitas
operações de "stop loss", ou seja, zeragem de posições para
limitar as perdas diante do cenário político.
Sem votos suficientes para colocar em votação a reforma da
Previdência neste ano na Câmara dos Deputados, o governo adiou
para esta quinta-feira a decisão de quando vai pautar a matéria.

Essa posição foi tomada em jantar na noite passada promovido
por Temer no Palácio da Alvorada com a presença de 19 ministros,
7 presidentes de partidos, 18 deputados, boa parte deles líderes
de bancada, e o secretário de Previdência Social, Marcelo
Caetano.
"O fluxo de notícias do jantar foi realmente decepcionante.
O governo não conseguiu entregar um bom número de votos e não
agendaram qualquer data para a votação (da reforma da
Previdência)", disse o estrategista da BGC Liquidez, Juliano
Ferreira, em comentário.
Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 10:30:

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (p.p.)
(%)
APR8 6,82 6,82 0
JAN9 7,06 7,04 0,02
JAN21 9,31 9,18 0,13
JAN23 10,18 10,04 0,14

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))


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