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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 8 Dez (Reuters) – As taxas dos contratos futuros
de juros recuaram nesta sexta-feira, após a inflação oficial do
país desacelerar mais do que o esperado em novembro, reforçando
as apostas de que a Selic será reduzida novamente no início de
2018.
As negociações do governo para tentar aprovar a reforma da
Previdência continuaram no radar dos investidores, em meio aos
esforços do presidente Michel Temer para tentar garantir apoio
político suficiente para a votação da matéria ainda neste ano.
O IPCA subiu menos do que o esperado em novembro, aumentando
bastante a chance de o resultado fechado de 2017 ficar abaixo do
intervalo de tolerância da meta de inflação. A meta do governo é
de 4,5 por cento, podendo oscilar 1,5 ponto percentual para cima
ou para baixo.
O indicador subiu 0,28 por cento em novembro, ante 0,42 por
cento em outubro, acumulando em 12 meses avanço de 2,80 por
cento. As expectativas de analistas em pesquisa da Reuters eram
de alta de 0,35 por cento no mês e de 2,88 por cento em 12
meses.
Com isso, a curva a termo precificou nesta sessão cerca de
65 por cento de chances de corte de 0,25 ponto percentual da
Selic em fevereiro pelo Banco Central, ante 60 por cento na
véspera, com o restante sinalizando manutenção, segundo
operadores.
"O IPCA deixou o espaço aberto para mais um corte da Selic
em fevereiro de fato. Mas, para um ambiente de juros abaixo de 7
por cento, o Congresso tem que ajudar, se não o BC não vai
cortar abaixo de 7 por cento", ponderou o sócio-gestor da
gestora Leme Investimentos, Paulo Petrassi.
Em seu comunicado após cortar a Selic para a mínima
histórica de 7 por cento nesta semana, o BC sinalizou que deve
reduzir novamente a taxa em fevereiro, ressaltando que o
movimento será encarado com "cautela.
Isso porque o BC deixou claro que os passos seguintes estão
mais sensíveis a eventuais mudanças no cenário de riscos o que,
para analistas, foi uma sinalização sobre como será o desfecho
da reforma da Previdência.
Na véspera, o líder do governo na Câmara dos Deputados,
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), afirmou que ficou acordado que a
votação acontecerá no próximo dia 18. A avaliação foi que, com
mais uma semana de trabalho para convencer deputados da base,
seria possível garantir margem de segurança para aprovar o
texto.
A sinalização com uma data deixou o mercado menos tenso
nesta sessão, mas ainda cauteloso porque são necessários 308
votos a favor da reforma para passar na Câmara dos Deputados.
"É fato que o ambiente está mais favorável para a
Previdência, mas o governo ainda não tem os votos totais e o
calendário é apertado", afirmou o sócio-gestor da gestora Leme
Investimentos, Paulo Petrassi.
À tarde, a inversão do dólar para o terreno positivo ante o
real e um movimento de zeragem de posições levaram os DIs a
reduzirem as quedas, mas as taxas ainda se mantiveram em
território negativo.
Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 16:30:

mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
APR8 6,795 6,815 -0,02
JAN9 7,01 7,06 -0,05
JAN0 8,29 8,34 -0,05
JAN21 9,24 9,27 -0,03
JAN23 10,11 10,15 -0,04

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(Edição de Iuri Dantas)
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