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IPCA para 2017 cai de 4,06% para 4,04%

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O setor bancário foi o grande responsável pelas altas de bolsa no dia de hoje. A vitória de Macron no primeiro turno, indo para o segundo turno com Le Pen, mas com o apoio já declarado de Fillon e Hamon, trouxe certa euforia aos mercados de risco, fartamente ilustrado pelas bolsas e alta do euro. No Brasil, movimento de alta, mas bem mais comedido por conta do risco político da reforma da Previdência, votação da reforma trabalhista durante a semana e projeto de abuso de poder.

Na parte da tarde, o presidente Trump anunciou novas sanções para a Síria visando restringir o financiamento do regime de Assad, e anunciou parte da reforma tributária querendo cortar impostos para as empresas que investirem para 15%, e com a justificativa do crescimento da economia. Foi o que bastou para os mercados acionários de lá emplacarem alta ainda maior.

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Ainda nos EUA, o índice de atividade do FED de Dallas caiu para 15,4 pontos em abril (anterior em 18,6 pontos) e o índice nacional de Chicago de março em queda para 0,08 pontos, vindo de 0,27 pontos.

Na sequência dos mercados, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 0,87%, com o barril cotado em US$ 49,19, isso depois de ter aberto em alta ao redor de 1,0%. O euro era transacionado em alta para US$ 1,086 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,27%. O ouro e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto. O minério de ferro no mercado spot chinês observou queda de cerca de 2%, mas na sexta-feira tinha evoluído 4,0%.

No segmento local, muito ruído sobre as reformas e como poderá (ou não) ser descaracterizada a da Previdência, junto com delações do marqueteiro e esposa (João Santana e Monica Moura), adiamento da oitiva de Lula de 03 para 10 de maio e pedido de Temer para que os ministros entrem em campo para defender reformas.

A pesquisa Focus veio novamente tranquila com a inflação de 2017 em queda para 4,04% e PIB subindo para 0,43%. A produção industrial teve expansão para 2017 estimada em +1,36% e saldo comercial projetado em US$ 52,0 bilhões. O saldo da balança comercial até a terceira semana de abril acumulava US$ 5,2 bilhões, deixando o superávit de 2017 em US$ 19,6 bilhões. O Tesouro divulgou que a dívida pública de março ficou em 3,23 trilhões, com alta de 3,17% e participação declinante dos estrangeiros para 13,26%. O volume de vencimentos em 12 meses subiu para 16,16%, com custo de 11,72%.

No mercado, dia de queda dos DIs de maior liquidez e o dólar fechando em queda de 0,90% e cotado a R$ 3,127, seguindo exterior mais fraco para a moeda americana. Na Bovespa, na sessão de 19 de abril, os investidores estrangeiros retiraram R$ 263,4 milhões, deixando o mês de abril negativo em R$ 547,3 milhões, mas o ano ainda positivo em R$ 2,99 bilhões.

No mercado acionário, dia de forte alta na Europa, com Londres subindo 2,11%, Paris em +4,14% e Frankfurt com +3,37%. Madri e Milão com altas de respectivamente 3,72% e 4,77%. No mercado americano, dia de alta de 1,05% para o Dow Jones e Nasdaq com +1,24%. Na Bovespa, dia de valorização de 0,99%, com o índice em 64389 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos a nota do setor externo de março pelo Bacen (conta corrente e investimento direto). Nos EUA, o índice Case-Schiller de preços dos imóveis, as vendas de casas novas de março, a confiança do consumidor de abril e o índice de atividade de Richmond de abril.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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