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A semana foi marcada pelo bom humor na bolsa paulista com a realização do primeiro IPO de 2017 depois de um ano. Na semana, o índice principal ficou em alta de 1,80%.

Nesta sessão, o Ibovespa também ficou valorizado em 1,79% aos 66.124 pontos.O volume financeiro ficou em R$8,8 bilhões.

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O bom humor se deu com os investidores avaliando o desempenho da balança comercial de China, dados dos Estados Unidos e as commodities para cima embalando as blue-chips, Petrobras e Vale, que disparou acima de 6% com minério de ferro encostando nos US$90,00 a tonelada.

Além disso, as siderúrgica e bancos também foram destaques nesta sexta-feira, com a Usiminas e Santander. As elétricas pegaram carona.

Já a petroleira brasileira foi puxada pelos preços do petróleo nos mercados internacionais e também com a classificação da agência de risco, S&P.

Pouco antes do fechamento, a S&P divulgou os ratings para a Petrobras, considerando que a estatal vem estabelecendo política de preços que suporta a visibilidade do fluxo de caixa e uma estrutura de capital mais equilibrada. “Ao mesmo tempo, embora nós estamos observando mudanças estruturais significativas na sociedade e controles internos mais fortes, eles ainda estão em um estágio inicial, e atualmente a maior incerteza é sobre a capacidade da empresa para sustentar essas mudanças após potenciais mudanças na gestão e governo”, mostra o comunicado.

A agência explica que está criando o perfil de crédito stand-alone (SACP) sobre a empresa para ‘BB-‘ de ‘b-‘. Também aumentou os ratings em escala global sobre a empresa para ‘BB-‘ de ‘B +’ e escala nacional rating de crédito corporativo brasileiro para ‘brA’ de ‘brBBB-‘.

Os ratings são fundamentados na expectativa de que a Petrobras vai manter sua posição de melhoria da liquidez, mesmo em meio aos passivos contingentes que pode se materializar ao longo de 2017. A perspectiva também reflete a visão de que a consistência da nova política de preços, juntamente com a melhorar gradualmente padrões de governança, deve permitir à empresa a melhorar sua geração de fluxo de caixa e continuar a desalavancar.

A S&P também elevou o rating de crédito corporativo na escala nacional brasileira sobre a empresa para ‘brA’ de ‘brBBB-‘. A perspectiva dos ratings é agora estável.

Análise Alvaro Bandeira

A semana fecha com os políticos novamente no foco global e pesando nas avaliações dos investidores. “O que se viu foi muita confusão, tanto no cenário doméstico quanto no externo. A começar por Brasília com a volta do Judiciário e Legislativo, nomes de peso do governo citados na Lava Jato, com Eike Batista depondo, a indicação de Alexandre Moraes para o STF [Supremo Tribunal Federal], bem como Rodrigo Maia, citado no suposto envolvimento de propina, deram o tom do que vamos acompanhar. De outro lado, os indicadores dão sinais de que a economia está reagindo, em especial a inflação”, disse o analista.

Para o cenário externo, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump segue no centro das atenções. “ Trump está no foco, principalmente, com a postura sobre a imigração. Porém, o pacote fiscal “ fenomenal” que deverá ser apresentado está pesando em alguns mercados. Já a China salvou a semana com a balança comercial e suas commodities embalando mineradoras, como a Vale que segurou o índice principal. Além disso, a postura de Trump em ser mais “simpático” para com a China acabou influenciando o humor dos mercados. Lembrando que o primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe está com Trump. Abe disse que estima fortalecimento dos negócios com os Estados Unidos”, considerou Bandeira.

No Velho Continente, a eleição na França – abril e maio – está puxando os mercados. “O que se espera para a próxima semana é muita volatilidade nas bolsas e a tendência de melhora nas economias prossegue. Resumindo: recuperação econômica, recuperação de empresas e mais volatilidade”, concluiu o analista-chefe e sócio da ModalMais, Alvaro Bandeira.

Entre as ações com ganhos estavam as da Bradespar PN, alta de 5,62; Siderúrgica Nacional ON, alta de 8,38%; Usiminas PNA 5,71%; Santander BR UNT, alta de 5,80%; e Engie Brasil ON, alta de 0,13%.

Na contramão estavam as ações da Suzano Papel PNA, queda de 2,10%; Cielo ON, queda de 1,36%; Fibria ON, queda de 1,11%; e Energias BR ON, queda de 0,57%.

A Petrobras ON ficou em alta de 2,44% e a PN, alta de 3,52%.

A Vale ON ficou em alta de 5,53% e a PN, alta de 6,55%.

Carteira Teórica

A carteira teórica do Índice Bovespa que passou a vigorar entre e 02 de janeiro de 2017 a 28 de abril de 2017, com base no fechamento do pregão de 29 de dezembro de 2016, totaliza 59 ativos de 56 empresas e com a entrada da Eletrobras ON (ELET3). Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,681%), Bradesco PN (7,740%), Ambev S/A ON (7,183%), Petrobras PN (6,008%) e Petrobras ON (4,592%).

Commodities

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 3,32% aos US$86,62 a tonelada seca e com 62% de pureza.

Os contratos futuros de petróleo WTI, para entrega em março e negociados na Bolsa Mercantil e de Futuros, Nova York, estavam em alta de 1,53% aos US$54,28 o barril.


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