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Por Richard Leong
NOVA YORK, 14 Jun (Reuters) – O euro teve seu pior dia em
relação ao dólar desde a votação do Brexit no Reino Unido, há
quase dois anos, após o Banco Central Europeu (BCE) indicar
inesperadamente que planeja manter as taxas de juros em mínimas
históricas até meados do terceiro trimestre de 2019.
O euro atingiu mínimas de duas semanas em relação ao
dólar e foi negociado abaixo de 1,16 dólar. A última negociação
foi de 1,1602 dólar com uma queda de 1,58 por cento, a maior
perda desde a queda de 2,37 por cento em 24 de junho de 2016, um
dia depois de os britânicos votaram para deixar a União
Europeia.
Em relação ao iene japonês, a moeda única caiu 1,3 por
cento, para 128,36 ienes , maior queda em um dia em
mais de duas semanas.
A decisão do BCE, juntamente com o prolongamento de seu
programa de compra 2,55 trilhões de euros em títulos até o final
deste ano, provavelmente resultou dos sinais de desaceleração do
crescimento da zona do euro, da turbulência política na Itália e
de tensões comerciais, disseram analistas.
"Não discutimos quando elevar os juros", disse o presidente
do BCE, Mario Draghi, em uma entrevista coletiva após a reunião
do banco central.
Essa postura contrasta com a de alta constante que o Federal
Reserve dos EUA sinalizou na quarta-feira, ao deixar de cumprir
suas promessas de manter as taxas baixas "por algum tempo".
A disposição do BCE de preservar sua política monetária
mais frouxa, como parte de um esforço para impulsionar a
economia da zona do euro, azedou as apostas otimistas sobre a
moeda única e fez com que os operadores se concentrassem no
dólar e no iene.
"O mercado foi pego de surpresa, já que os juros ficariam
estáveis até meados de 2019", disse Peter Ng, trader sênior de
câmbio do Silicon Valley Bank.
(Por Richard Leong)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447509))
REUTERS SI MPP


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