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FMI, Banco Mundial e OMC divulgam relatório em defesa do livre comercio no G-20

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Ontem tivemos queda em praticamente todos os mercados acionários importantes do mundo. No Brasil, não foi diferente e até acelerou um pouco por conta da situação política tensa. O Ibovespa registrou queda de 1,08%, com o índice em 62470 pontos, perdendo, portanto, o patamar de 63000 pontos.

Hoje começamos o dia novamente em queda, porém mais suave, exceção para o petróleo no mercado internacional. Mercados aguardam a divulgação do payroll americano em junho com a criação de vagas no conjunto da economia e notícias da reunião do G-20, desde a abertura dos trabalhos por Angela Merkel. Antes disso, o FMI, Banco Mundial e OMC, divulgaram relatório defendendo o livre comércio que será objeto central da reunião. Essa é a postura de Angela Merkel logo na abertura dos trabalhos.

Na China, o governo anunciou que as reservas estrangeiras subiram para US$ 3,06 trilhões e o PBOC sugeriu valorização da moeda yuan na paridade de 6,7914 do dólar.

Na Alemanha, a produção industrial cresceu forte em maio 1,2%, deixando o comparativo com maio de 2016 em expansão de 5,0%. No Reino Unido, a produção industrial encolheu 0,1%, e no comparativo com maio de 2016 queda de 0,2%.

Nos EUA, o vice presidente do FED, Fisher disse que ações de governo podem impulsionar a produtividade e que a queda recente é preocupante. Já Mester, disse que a redução do tamanho do balanço do FED pode ocorrer mais cedo que tarde e, com isso, colocou quase como certo que isso pode ocorrer em setembro, já que lá teremos coletiva da presidente Janet Yellen.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava forte queda de 2,26%, com o barril cotado a US$ 44,49. O euro era transacionado em queda para US$ 1,141 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,38%. O ouro e a prata registravam quedas na Comex e mesmo sentido para as commodities agrícolas na bolsa de Chicago.

No Brasil, o IBGE anunciou deflação no mês de junho de 0,23%, com a inflação do primeiro semestre em 1,18% e em 12 meses de 3,0%. Foi o menor mês de junho desde o Plano Real e a menor taxa em 12 meses desde março de 2007. Destaque para quedas em habitação, alimentos e transporte; com combustíveis em boa queda. O IGP-DI de junho veio com deflação de 0,96%, gerando deflação de 2,53% no ano e em 12 meses com -1,51%.

Do lado político, Tasso presidente em exercício do PSDB, embaralhou mais o quadro político, abrindo porta de apoio para que Rodrigo Maia substitua Temer na presidência já que o presidente não tem mais condições de governabilidade. O Planalto tenta trabalhar relatório neutro de Zveiter na CCJ, já que as indicações são mais para acatamento da denúncia.

Os DIs começaram o dia com comportamento de queda em função dos índices de deflação anunciados, o dólar em queda de 0,24% e cotado a R$ 3,291. A Bovespa deve acompanhar quadro mais negativo dos mercados no exterior. Ainda teremos a divulgação do payroll americano e desemprego em junho que podem mexer com os mercados.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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