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Fluxo de recursos faz a diferença

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O fluxo de recursos canalizado para os mercados de risco tem feito a diferença nos mercados. A aversão ao risco voltou a cair, sobretudo com relação ao Brasil. Basta olhar o patamar do CDS (Credit Default Swap), uma espécie de seguro, ao redor de 200 pontos, nível historicamente baixo.

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E não é só isso, o mercado americano está indo para o quinto dia seguido de superação de recordes. Esse é o efeito Trump que vai cortar fortemente a regulação dos mercados. Nos EUA, foi dia de muitos indicadores de conjuntura e de fala de dirigentes do FED. A inflação medida pelo CPI (Consumidor) de janeiro subiu 0,6%, com núcleo em +0,2% e a maior alta mensal desde fevereiro de 2013. O índice de atividade de NY subiu para 18,7 pontos em fevereiro, vindo de 6,5 pontos.

Ainda em NY tivemos a divulgação das vendas no varejo de janeiro em alta de 0,4%, quando o previsto era expansão de 0,1% (ex-automotivo +0,8%). A produção industrial encolheu 0,3% pouco assim do -0,1% esperado. Na China, o forte aumento dos empréstimos em janeiro sugere que o país esteja em linha tênue entre inflação e bolha de ativos e evitando bloquear a recuperação econômica. No Japão, o governo quer encontrar o secretário do Tesouro americano Mnuchin para discutir política de dólar forte. Janet Yellen voltou a repetir discurso de ontem e outros dirigentes falaram ainda mais duro. Rosengren do FED de Boston disse que pode ser preciso mais que três altas de juros.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI mostrava queda em NY de 0,38% e barril cotado a US$ 53,00, depois do departamento de energia americano (DOE) indicar alta dos estoques. O euro era transacionado em alta para US$ 1,059 e notes americanos de 10 anos com juros em alta para 2,50%. O minério de ferro negociado no mercado spot chinês teve dia de estabilidade, com a tonelada em US$ 91,00.

No Brasil, destaque para a pesquisa sobre o presidente Temer com nível de desaprovação em 62,4% em pesquisa da CNT (anterior era 51,4%) e governo bom ou ótimo com somente 10,3%. O Bacen anunciou que o fluxo cambial até 10 de fevereiro estava negativo em US$ 2,4 bilhões e saldo positivo no ano de US$ 1,2 bilhão. O Bacen informou que a perda com operações de swap em fevereiro está em R$ 9,0 milhões.

No mercado acionário, dia de alta nas bolsas europeias. Londres teve alta de 0,47%, Paris com +0,59% e Frankfurt com +0,19%. Madri teve alta de 0,78% e Milão em queda de 0,69%. Destaque para o comportamento do dólar no mercado local que chegou a atingir no início da tarde o patamar de R$ 3,05.

Na agenda de amanhã, teremos o IPC-S da segunda quadrissemana de fevereiro e o IBC-Br de dezembro com previsão de leve alta mensal. A Fiesp anuncia o nível de emprego industrial. Nos EUA, saem as construções de novas residências e permissões de janeiro, os pedidos de auxílio desemprego na semana anterior e índice de atividade industrial de Filadélfia.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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