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Dia de muitas alternativas no mercado

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Mercados iniciaram o dia com comportamento de alta. No Brasil, tivemos que refletir a decisão do Copom de reduzir a Selic em 0,75% (para 12,25%) e a possibilidade de acelerar quedas nas próximas reuniões. Depois tivemos que refletir sobre o resultado da Vale no quarto trimestre passando de prejuízo para lucro de US$ 4,0 bilhões em 2016 (prejuízo em 2015 de US$ 12,12 bilhões) e bom conference call de seu presidente. O petróleo subindo forte no exterior e licença para Petrobras alienar ativos fez preço.

Nos EUA, tivemos mercados começando o dia em alta, mas aos poucos foi virando para negativo, o que acabou afetando a Bovespa negativamente. Nos EUA, o secretário do Tesouro americanos disse que vai levar tempo até que o PIB comece a rodar na casa de 3,0%, isso não deve acontecer até final de 2018. Mnuchin segue afirmando que mudanças tributárias são prioridade e que espera juros baixos por muito tempo.

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Ainda nos EUA, tivemos os pedidos de auxílio desemprego subindo 6000 posições para total de 244000 e o índice de atividade nacional de Chicago de janeiro caiu para -0,05 pontos, vindo de +0,18 pontos. O índice de atividade industrial de Kansas caiu para 1,0 ponto, de anterior em 20 pontos. Os estoques de petróleo da semana anterior subiram 564 mil barris, bem menos que o esperado.

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 1,32%, com o barril cotado a US$ 54,30. O euro começou o dia em queda e operava em alta a US$ 1,057 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 2,38%. O ouro e a prata tiveram dia de alta na Comex e commodities agrícolas em queda na bolsa de Chicago.

No segmento local, o IGPM de fevereiro desacelerou forte para 0,08% (anterior em 0,64%) e a inflação do ano ficou em 0,73%, com acumulado em 12 meses de 5,38%. O Bacen anunciou que o estoque total de crédito encolheu 1,0% em janeiro (12 meses -3,9%) para R$ 3,07 trilhões, a inadimplência no crédito livre ficou estável em 5,7% (jurídica subiu para 5,4%) e juros no rotativo do cartão e cheque especial subindo para respectivamente 486,8% e 328,3%. O endividamento das famílias estava em janeiro em 42,2%, considerando setor imobiliário.

O Tesouro mostrou superávit do governo central em janeiro de R$ 18,97 bilhões, mas tem déficit em 12 meses de R$ 152,8 bilhões (2,38% do PIB). O déficit do INSS de janeiro foi de R$ 13, 4 bilhões. A receita do governo central encolheu real 7,7% no comparativo com janeiro de 2016 e as despesas caíram real 13,2%. A secretária Ana Paula disse ser efeito sazonal e déficit deve voltar em fevereiro.

Os DIs tiveram dia de ajustes de taxas em queda em função da decisão do Copom, o dólar operava em queda de 0,55% cotado a R$ 3,053. Na Bovespa, na sessão de 21 de fevereiro, os investidores estrangeiros retiraram recursos no montante de R$ 156 milhões, deixando o saldo de fevereiro positivo em R$ 1,28 bilhão e o do ano também positivo em R$ 7,53 bilhões.

No mercado acionário, a bolsa de Londres terminou o dia em queda de 0,42%, Paris com -0,09% e Frankfurt com -0,42%. Madri registrou alta de 0,17% e Milão em queda de 0,35%. No mercado americano, o Dow Jones com +0,17% e o Nasdaq com -0,43%. Na Bovespa reversão para queda de -1,64% e índice em 6746139 pontos. Destaque de queda para Vale e CSN.

Na agenda de amanhã, nos EUA, as vendas de casas novas em janeiro e o índice de confiança do consumidor de Michigan em fevereiro. No Brasil, a nota de política fiscal de janeiro e dados da PNAD.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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