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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 14 Mar (Reuters) – O dólar reduziu a queda e
passava a operar com leves variações sobre o real nesta
quarta-feira, com a cautela com eventual guerra comercial
desencadeada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
dividindo as atenções com os dados robustos da China, que içaram
os preços das commodities mais cedo.
Às 12:17, o dólar avançava 0,05 por cento, a 3,2636
reais na venda, depois de subir 0,33 por cento nos dois pregões
anteriores. Na mínima deste pregão, a moeda norte-americana foi
a 3,2470 reais.
O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,05 por
cento.
"Há risco de guerra comercial… tivemos duas baixas
importantes nos Estados Unidos", afirmou o superintendente da
Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.
Depois de anunciar taxas de importação para aço e alumínio,
Trump ameaça agora impor tarifas sobre 60 bilhões de dólares de
importações chinesas pelos Estados Unidos, elevando os temores
de uma guerra comercial.
No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas ,
mas recuava sobre divisas de países emergentes, como os pesos
mexicano e chileno .
Até então, o dólar vinha caindo sobre o real sustentado
pelos dados robustos da China, que impulsionaram os preços das
commodities. O petróleo, no entanto, devolveu a alta e passou a
cair, também pressionando a trajetória no mercado de câmbio.
Pequim anunciou mais cedo que sua produção industrial
cresceu 7,2 por cento entre janeiro e fevereiro, muito mais
rápido do que o esperado no início do ano, sugerindo que a
economia pode estar ganhando força.
Ainda na cena externa, foi divulgado que as vendas no varejo
dos Estados Unidos caíram pelo terceiro mês consecutivo em
fevereiro, em meio à percepção dos mercados financeiros de que o
Federal Reserve, banco central norte-americano, não vai elevar
os juros mais do que o esperado.
O Fed vem indicando que elevará os juros três vezes neste
ano de forma gradual e, um movimento mais forte do que o
esperado, aumentaria o potencial de atrair para os Estados
Unidos recursos aplicados hoje em outros mercados financeiros,
como o brasileiro.
Apesar disso, pesquisa Reuters com diversos economistas
mostrou que as projeções passaram a incluir alta adicional nos
juros, totalizando quatro em 2018. O levantamento também apurou
que as tarifas de importação do presidente Donald Trump farão
mais mal do que bem para a economia dos EUA.
O Fed elevará os juros na próxima semana, disseram todos os
104 economistas entrevistados pela Reuters entre 5 e 13 de
março, com mais três altas esperadas para este ano,
impulsionadas pelo sólido mercado de trabalho. No levantamento
feito há algumas semanas, as projeções eram de três altas neste
ano.
O Banco Central brasileiro vendeu nesta sessão toda a oferta
de até 14 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda
futura de dólares, para rolagem do vencimento de abril. Dessa
forma, já rolou 2,1 bilhão de dólares do total de 9,029 bilhões
de dólares.
Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC
rolará o valor total dos swaps que vencem no próximo mês.

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))

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