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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 8 Dez (Reuters) – O dólar terminou em alta pelo
segundo pregão consecutivo e fechou a sexta-feira encostado nos
3,30 reais, com o mercado cada vez mais sensível ao andamento
das negociações do governo para tentar aprovar a reforma da
Previdência ainda neste ano na Câmara dos Deputados.
O dólar avançou 0,25 por cento, a 3,2947 reais na
venda, acumulando, na semana, alta de 1,17 por cento. Foi a
maior alta semanal em pouco mais de um mês. Na véspera, a moeda
havia subido 1,73 por cento.
Na mínima, a moeda foi a 3,2664 reais e, na máxima, a 3,3119
reais. O dólar futuro avançava 0,32 por cento nesta
tarde.
A mudança de humor dos mercados, que têm acompanhado com
lupa cada notícia sobre a batalha do presidente Michel Temer
para tirar a reforma da Previdência do papel, veio com a
publicação de um levantamento feito pelo jornal O Estado de S.
Paulo com 83 por cento dos deputados federais, segundo o qual
212 disseram que votariam contra as novas regras para
aposentadorias propostas pelo Executivo.
Mantido esse número, o governo não conseguiria o mínimo de
308 votos para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)
da Previdência.
Pela manhã, no entanto, o mercado esteve menos tenso em
razão da notícia sobre o acordo de levar a reforma a votação no
próximo dia 18, informado pelo líder do governo na Câmara dos
Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
A avaliação foi que, com mais uma semana para convencer
deputados da base, seria possível garantir margem de segurança
para aprovar o texto. Mas a cautela não foi colocada de lado.
"A data fixada pelo governo, próxima do recesso, preocupa",
trouxe mais cedo a corretora Guide em relatório.
O Banco Central vendeu o total de até 14 mil swaps cambiais
tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para
rolagem do vencimento de janeiro. Até agora, rolou o equivalente
a 4,2 bilhões de dólares do total de 9,638 bilhões de dólares
que vencem no início do mês que vem.
O cenário externo aliviou a alta do dólar ante o real, já
que a moeda norte-americana cedia ante algumas divisas de países
emergentes após bons dados econômicos da China puxarem os preços
de importantes commodities.
As importações chinesas cresceram 17,7 por cento em novembro
em relação a um ano antes, bem acima das expectativas de
crescimento de 11,3 por cento. Os números da China são bastante
favoráveis a países ligados a commodities, como o Brasil, o que
contribui para o recuo do dólar ante o real.
"O salto da balança da China mostra que podemos esperar
melhora no preço das commodities em 2018", afirmou o diretor da
corretora Mirae Pablo Spyer.
Ante uma cesta de moedas , no entanto, a moeda
norte-americana subia, à medida que crescia o otimismo de que o
projeto de reforma tributária nos Estados Unidos será aprovado.

(Edição de Iuri Dantas)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
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