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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 16 Abr (Reuters) – O dólar passou a registrar
leves oscilações frente ao real nesta segunda-feira, após ser
negociado em baixa num movimento de correção, com fluxo de saída
de recursos e em meio à percepção de que não deve haver escalada
militar na Síria após ataque dos Estados Unidos, França e Reino
Unido no final de semana.
Às 12:07, o dólar avançava 0,14 por cento, a 3,4310
reais na venda, depois de ter tocado mais cedo a mínima de
3,4060 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,25
por cento.
"A operação militar dos EUA (e seus aliados) na Síria, até
este momento, mostrou-se um ataque pontual e preciso", afirmou
mais cedo um gestor de investimentos de uma corretora nacional.
Forças dos Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram
ataques aéreos contra a Síria no início do sábado (horário
local), em resposta a um ataque com gás venenoso que matou
dezenas de pessoas na semana passada, na maior intervenção de
potências ocidentais contra o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Com a retórica de que não haveria mais ataques e sem
respostas mais contundentes da Rússia, aliada do governo sírio,
os mercados internacionais operavam com relativa calma nesta
sessão, apostando que não haverá escalada militar na região.
No exterior, o dólar recuava ante a cesta de moedas
com investidores respirando um pouco mais aliviados após os
ataques. Ante divisas de países emergentes, o dólar rondava a
estabilidade.
Nas duas semanas passadas, o dólar acumulou alta 3,82 por
cento ante o real, influenciado pelos temores com a cena
política local e as eleições no final de ano, além de eventual
guerra comercial entre Estados Unidos e China. Esses ganhos
acabaram gerando movimento de correção nesta manhã, que acabou
perdendo fôlego com saída de recursos dos mercados locais.
Internamente, os investidores também seguiam de olho na cena
política, a poucos meses das eleições presidenciais que ainda se
mostram bastante incertas. Neste fim de semana, pesquisa
Datafolha mostrou que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
seguia na liderança da corrida eleitoral, uma semana depois de
ter sido preso no âmbito da operação Lava Jato.
Com Lula como candidato, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ)
seguia isolado em segundo lugar. Mas sem o petista, a
ex-senadora Marina Silva (Rede) cresceu e encostou no deputado,
configurando empate técnico. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT)
também cresceu sem o petista no páreo, passando de 5 para 9 por
cento.
Entre outros pré-candidatos, o Datafolha mostrou o
ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) com 6 por
cento das intenções de voto quando Lula aparece como candidato,
e até 8 por cento sem Lula.
"Ainda é cedo, mas a priori não foi uma pesquisa animadora",
trouxe a corretora H.Commcor em relatório.
O mercado considera Lula um candidato menos comprometido com
o ajuste fiscal e alguém com posições parecidas também não
agrada.
O Banco Central vendeu todo o lote de 3,4 mil swaps cambiais
tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando
1,020 bilhão de dólares do total de 2,565 bilhões de dólares que
vencem em maio.
Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC
rolará o valor total dos swaps que vencem no próximo mês.

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(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))


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