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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 4 Dez (Reuters) – O dólar fechou com leve queda
ante o real nesta segunda-feira, com o mercado um pouco mais
otimista, mas ainda cauteloso com a capacidade do governo do
presidente Michel Temer de conseguir apoio político suficiente
para tentar votar a reforma da Previdência na Câmara dos
Deputados ainda neste ano.
O dólar recuou 0,29 por cento, a 3,2471 reais na
venda, depois de acumular alta de 0,75 por cento na semana
passada, interrompendo três semanas seguidas de queda por
temores com a Previdência. O dólar futuro operava em
queda de cerca de 0,40 por cento no final da tarde.
"O mercado ainda não jogou a toalha (sobre a reforma da
Previdência), acredita que pode passar algo, mas o cenário está
instável", afirmou o operador de câmbio do Grupo Ourominas
Ademar Vitor Pereira.
Parte do mercado ainda acreditava na possibilidade de a
reforma da Previdência ser aprovada na Câmara em primeiro turno
ainda este ano. Na noite passada, Temer se reuniu com lideranças
partidárias para tentar conseguir apoio político.
Ao sair do encontro, o presidente da Câmara dos Deputados,
Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse esperar ter uma ideia até a próxima
quinta-feira de quantos votos favoráveis à reforma da
Previdência existem na Casa.
Nesta tarde, ele acrescentou que sem o apoio do PSDB não há
"nenhuma condição" de aprovar a reforma, mas que mudou sua visão
em relação às chances de aprovar a matéria de pessimista para
realista.
O Banco Central vendeu nesta sessão toda a oferta de até 14
mil swaps cambial tradicional –equivalentes à venda futura de
dólares–, para rolagem dos contratos que vencem em janeiro.
Dessa forma, já rolou 1,4 bilhão de dólares do total de 9,638
bilhões de dólares que vencem no mês que vem.
No começo do dia, o cenário externo fez alguma pressão de
alta sobre o dólar, que chegou a 3,2633 reais na máxima da
sessão, depois que o Senado norte-americano aprovou proposta de
reforma tributária no final de semana.
A reforma dá impulso ao crescimento dos Estados Unidos, ao
mesmo tempo em que pode aumentar a dívida pública e pressionar o
Federal Reserve, banco central do país, a elevar ainda mais os
juros. Neste cenário, recursos aplicados hoje em outras praças
financeiras, como a brasileira, poderiam migrar para a maior
economia do mundo.

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))

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