Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 2 Mai (Reuters) – O dólar fechou esta
quarta-feira com alta de mais de 1 por cento e muito perto do
patamar de 3,55 reais, o maior em quase dois anos, com o cenário
externo ainda pesando após o banco central dos Estados Unidos
não reduzir expectativas de que os juros podem subir mais do que
o esperado no país.
O dólar avançou 1,30 por cento, a 3,5491 reais na
venda, maior nível desde 2 de junho de 2016 (3,5875 reais) e
maior avanço percentual desde o dia 9 passado (+1,60 por cento).
Na máxima desta sessão, a moeda norte-americana foi a
3,5549 reais, também maior nível intradia desde junho de 2016.
Em abril, o dólar já havia subido 6,16 por cento, maior
valorização mensal em quase um ano e meio.
O dólar futuro <DOlc1 tinha> alta de cerca de 1,20 por cento
no final da tarde.
"As autoridades (do Fed) continuam no caminho para aumentar
as taxas novamente em junho e esperamos mais duas altas de 0,25
ponto percentual no segundo semestre deste ano", trouxe a
empresa de pesquisas macroeconômicas Capital Economics, em
relatório.
E acrescentou que, com o mercado de trabalho ainda forte e o
recente estímulo fiscal, "as perspectivas para os gastos do
consumidor e a atividade permanecem razoavelmente claras".
O Federal Reserve, banco central do país, deixou a taxa de
juros inalterada nesta tarde e expressou confiança de que o
recente aumento da inflação para nível próximo à meta de 2 por
cento será sustentado, mantendo o curso para elevar os custos de
empréstimo em junho.
Em decisão unânime, o Fed manteve a taxa de empréstimo na
faixa entre 1,5 e 1,75 por cento, depois de a ter elevado em
março. O banco central prevê atualmente mais dois aumentos dos
juros este ano, embora número crescente de autoridades veja três
como possível.
Nos últimos dias, cresceu o temor nos mercados globais de
que o Fed pode elevar os juros mais vezes neste ano diante de
sinais de melhor desempenho da economia e inflação maior.
Mais juros nos Estados Unidos podem afetar o fluxo global de
recursos, tirando dinheiro de praças como a brasileira e
encarecendo o dólar ante o real.
NO exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas e
também sobre divisas de países emergentes, como os pesos
mexicano e chileno .
O cenário doméstico também ajudou a pressionar o dólar ante
o real, sobretudo com preocupações com a cena política local a
poucos meses das eleições presidenciais de outubro.
"Vemos crescimento (econômico) patinando, indefinições sobre
as eleições, nossa moeda vem sofrendo", destacou o diretor de
câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.
Apesar do dólar no patamar de 3,55 reais, o Banco Central
brasileiro não anunciou qualquer intervenção no mercado de
câmbio nesta sessão. Segundo profissionais, a expectativa é de
que o BC role integralmente o vencimento de junho de swap
cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado
futuro. O volume total é de 5,650 bilhões de dólares.
Vencem ainda na quinta-feira 2 bilhões de dólares em leilão
de linha, que é a venda de dólares com compromisso de recompra.

(Edição de Camila Moreira e Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Assuntos desta notícia