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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

SÃO PAULO, 16 Mai (Reuters) – O dólar seguiu avançando nesta
quarta-feira e galgou mais um patamar, de 3,67 reais,
influenciado pela possibilidade de mais altas de juros nos
Estados Unidos neste ano e também pelo provável corte da taxa
Selic logo mais pelo Banco Central, o que reduzirá ainda mais o
diferencial de juros do Brasil com o exterior.
O dólar avançou 0,48 por cento, a 3,6784 reais na
venda, renovando o maior nível desde 7 de abril de 2016, a
3,6937 reais. Nestes quatro pregões, ficou 3,71 por cento mais
caro.
Na máxima do dia, a moeda norte-americana foi a 3,6964
reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,60 por
cento.
Internamente, o chamado diferencial de juros influenciava os
mercados, diante da expectativa de que o Banco Central
brasileiro vai reduzir a Selic na próxima semana para nova
mínima histórica, a 6,25 por cento ao ano nesta quarta-feira.
Na cena externa, os mercados temem o impacto de uma maior
elevação dos juros pelo Federal Reserve, banco central
norte-americano, pois a taxa influencia investidores que tendem
a migrar para a maior economia do mundo atrás de rendimentos com
baixíssimo risco.
"O carry trade está perdendo a atratividade, ainda mais com
o corte que o BC deve promover hoje", comentou o economista da
Infinity Asset, Jason Vieira.
Levantamento da Infinity mostra que outras praças também
podem interessar ao investidor, entre elas de países emergentes.
Ao cortar a Selic para 6,25 por cento, o juro real no Brasil vai
a 2,33 por cento, ocupando a sétima colocação no ranking mundial
dos maiores pagadores de juros reais.
O Brasil aparece atrás de Indonésia (2,92 por cento), Índia
(2,94 por cento), México (3,58 por cento), Rússia (4,44 por
cento) e Turquia (8,38 por cento%). Na liderança, está a
Argentina, pagando juro real de 14,29 por cento.
Em meio à expectativa com o desfecho do Copom, o movimento
do dólar ante o real não acompanhou a trajetória da moeda
norte-americana no exterior, onde perdeu força à tarde e passou
a recuar ante outras divisas de países emergentes.
A moeda, no entanto, seguiu em alta e tocou a máxima em
cinco meses ante a cesta de moedas diante da perspectiva
de que os juros nos EUA podem subir mais vezes do que o
inicialmente previsto.
"A intenção do banco central norte-americano em continuar
com seu gradualismo na condução da política monetária ainda gera
muitas dúvidas… consenso mesmo é que o Fed deve anunciar seu
segundo aumento do juro em junho", afirmou a Advanced Corretora
em relatório.
Na véspera, os dados de vendas do varejo norte-americano
elevaram as apostas para três novas altas de juros neste ano,
somando-se à que foi feita em março pelo Federal Reserve. Mas,
nesta quarta-feira, os dados da produção industrial de abril,
embora tenham vindo mais fortes do que as projeções, trouxe
revisões em baixa dos números de meses passados.
A alta do rendimento do Treasury dos Estados Unidos de 10
anos para acima do nível de 3 por cento ajudava a
pressionar o câmbio.
O Banco Central brasileiro vendeu nesta sessão a oferta
integral de até 5 mil novos swaps cambiais tradicionais,
equivalentes à venda futura de dólares. Com isso, já colocou o
equivalente a 750 milhões de dólares adicionais no mercado.

A autoridade também vendeu a oferta integral de até 4.225
contratos de swap para rolagem do vencimento de junho. Dessa
forma, já rolou 3,96 bilhões de dólares do total de 5,650
bilhões de dólares que vencem mês que vem.
Se mantiver e vender esse volume diário até o final do mês,
o BC terá rolado integralmente os contratos que vencem no mês
que vem.

MetaTrader 300×250

(Por Claudia Violante; Edição de Camila Moreira, Patrícia
Duarte e Iuri Dantas)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))


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