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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 30 Nov (Reuters) – O dólar operava em alta nesta
quinta-feira e já no patamar de 3,26 reais, dando continuidade à
trajetória da véspera com menor otimismo do mercado sobre a
votação da reforma da Previdência em breve.
Às 10:22, o dólar avançava 0,70 por cento, a 3,2627
reais na venda, depois de bater 3,2642 reais na máxima do dia. O
dólar futuro subia cerca de 0,50 por cento.
"A incerteza cada vez maior sobre a votação da reforma da
Previdência na Câmara dos Deputados este ano tende a manter os
investidores locais na defensiva", trouxe a Advanced Corretora
em relatório.
Na véspera, os investidores começaram a reduzir seu otimismo
com a possibilidade de votação da reforma depois que o ministro
da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o governo não via mais
possibilidade de fazer novas concessões no atual texto.

O ministro disse ainda que o PSDB havia deixado a base
aliada do governo. Era justamente a percepção de que a legenda
ajudaria o presidente Michel Temer a tirar a reforma do papel
que sustentou o bom humor dos mercados nos últimos dias.
"O fiel da balança está sendo o PSDB. O partido tem um peso
grande e acabou gerando um problema ao governo", disse o
economista-chefe da gestora Infinity, Jason Vieira.
O governo não tem os votos suficientes na Câmara dos
Deputados para garantir vitória na reforma da Previdência e tem
se esforçado para angariar apoio político, mas sem sucesso até
agora.
Além da Previdência, a formação da Ptax de final de mês,
taxa do Banco Central usada para corrigir diversos contratos
cambiais, também influenciava na formação de preços, segundo
profissionais.
Como pano de fundo, o mercado estava de olho na possível
votação da reforma tributária do presidente Donald Trump no
Senado dos Estados Unidos. Também pesava a cautela sobre a
política monetária do país e futuras altas nas taxas de juros.
Por isso, O dólar subia ante uma cesta de moedas
nesta sessão.
O mercado também já se preparava para a volta do BC
brasileiro ao mercado de câmbio para rolar os swaps cambiais,
contratos que se assemelham à venda futura de dólares, que
vencem em janeiro, no valor equivalente a 9,638 bilhões de
dólares. Em novembro e em dezembro, não houve vencimentos e, por
isso, o BC ficou de fora do mercado.
Atualmente, segundo dados da autoridade monetária, o estoque
total dos swaps estava em 23,794 bilhões de dólares.

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(Edição de Patrícia Duarte)
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