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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 1 Jun (Reuters) – O dólar voltou a ganhar tração
ante o real com a demissão de Pedro Parente da presidência da
Petrobras prejudicando a percepção dos investidores, sobretudo
os estrangeiros, sobre a condução da economia brasileira, após o
desconto do diesel para cessar a greve dos caminhoneiros ter
gerado impacto sobre as contas públicas.
Às 12:18, o dólar avançava 0,74 por cento, a 3,7520
reais na venda, depois de ter subido 6,66 por cento em maio,
terminando o mês a 3,7367 reais. O dólar futuro tinha
alta de 0,78 por cento.
Na máxima da sessão, a moeda foi a 3,7654 reais, justamente
quando saiu a notícia de Pedro Parente deixar a gestão da
principal estatal do país.
"A demissão gera dúvidas sobre a continuidade das políticas
ortodoxas do governo", afirmou o economista-sênior do Banco
Haitong, Flávio Serrano, ao justificar a piora do mercado.
Parente decidiu deixar o cargo em meio a discussões sobre a
política de preços da petroleira. Por causa da greve dos
caminhoneiros, a estatal havia concordado em reduzir a
frequência dos reajustes do diesel por um determinado período
contanto que a União pagasse pelas perdas causadas à empresa.
Parente trouxe credibilidade à estatal, bastante arranhada
após o rombo decorrente da Lava-Jato, com a implementação de
política de reajustes quase que diários dos combustíveis,
acompanhando os preços internacionais do petróleo.
Na abertura, a moeda subia ante o real, depois que dados
mais fortes do mercado de trabalho norte-americano endossaram a
força da economia do país e reforçaram as apostas de mais juros
nos EUA neste ano.
Foram criadas 223 mil nos EUA vagas em maio, a taxa de
desemprego ficou em 3,8 por cento e houve avanço de 0,3 por
cento na renda média por hora. As expectativas em pesquisa da
Reuters eram de abertura de 188 mil postos de trabalho, 3,9 por
cento de taxa de desemprego e 0,2 por cento de avanço na renda.

Os operadores continuam bastante confiantes sobre os
aumentos da taxa básica em junho e setembro, mostram preços de
futuros, e vêem cerca de 36 por cento de chance de um aumento
nos juros em dezembro, ante 32 por cento antes do relatório. O
Fed elevou a taxa uma vez este ano até o momento, em março. Os
operadores também aumentaram as apostas de novos aumentos em
2019.
Além disso, havia um pouco de tensão com o recrudescimento
de uma guerra comercial após os Estados Unidos anunciarem
tarifas de importação sobre alumínio e aço do Canadá, México e
União Europeia.
"Investir em 'risco' no atual momento não parece ser a
melhor decisão, afinal os cenários externo e interno não
contribuem para essa ousadia, ainda mais em uma sexta-feira de
emenda de feriado, o que reduz a liquidez dos mercados no
Brasil", comentou mais cedo a Advanced Corretora em relatório.
O dólar subia ante a cesta de moedas , mas perdia
força ante a maioria de moedas emergentes, o que chegou a
favorecer o real, que ganhou força pouco até antes da notícia de
Parente.
Internamente, o Banco Central manteve sua atuação no mercado
de câmbio. Vendeu 15 mil novos contratos de swap cambial
tradicional –equivalente à venda futura de dólares–,
totalizando 750 milhões de dólares. Em maio, o BC vendeu 7,250
bilhões de dólares em novos contratos.
Também vendeu integralmente a oferta de até 8.800 contratos
de swap cambial tradicional, rolando 440 milhões de dólares do
total de 8,762 bilhões de dólares que vence em julho.

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(Edição de Iuri Dantas)
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