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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 9 Mai (Reuters) – O dólar subia e chegou a bater
no patamar de 3,60 reais nesta quarta-feira, o maior intradia em
quase dois anos, com a cena externa ainda pesando sobre os
mercados diante de temores de juros maiores e tensões
geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
Às 11:08, o dólar avançava 0,80 por cento, a 3,5976
reais na venda, depois de ter subido 0,45 por cento na véspera.
Na máxima desta sessão, a moeda norte-americana foi a 3,6017
reais, maior nível intradia desde junho de 2016. O dólar futuro
tinha alta de cerca de 1 por cento.
Em maio até a véspera, o dólar já acumulava alta de 1,87 por
cento frente ao real, depois de saltar 10 por cento entre
fevereiro e abril.
"Após a decisão dos EUA de abandonarem o acordo com o Irã,
os mercados monitoram o comportamento do petróleo… que pode
influenciar diretamente na inflação do país", escreveu a
Advanced Corretora.
Na véspera, o presidente norte-americano, Donald Trump,
anunciou que seu país estava abandonando o acordo nuclear com o
Irã, envolvendo sanções e alimentando temores de que a produção
e exportação de petróleo iraniano possam ser afetadas e elevar
os preços da commodity.
Esse movimento pode obrigar o Federal Reserve, banco central
dos Estados Unidos, a ser mais duro no atual ciclo de aperto
monetário, atraindo recursos para o país provenientes de outros
mercados mais arriscados, como o brasileiro.
O preço do petróleo subia cerca de 2,5 por cento no mercado
externo. Além disso, o rendimento dos Treasuries dos Estados
Unidos de 10 anos estava em 3 por cento, nível que no começo do
mês passado reacendeu os temores de mais juros pelo Fed.
O dólar no Brasil também registrava altas maiores frente ao
real do que divisas de países emergentes nesta sessão por conta
do chamado diferencial de juros, diante da expectativa de que o
Banco Central brasileiro vai reduzir a Selic na próxima semana
para nova mínima histórica, a 6,25 por cento ao ano.
E, diante de temores de que o Fed pode elevar mais os juros
nos Estados Unidos, os investidores tendem a migrar para a maior
economia do mundo atrás de rendimentos com baixíssimo risco.
"Acredito que se a moeda furar 3,60 reais, o BC voltará a
atuar, porque se trata de um movimento especulativo", afirmou o
gerente de câmbio do grupo Ourominas, Mauriciano Cavalcante.
Neste mês, o BC entrou com mais força no mercado de câmbio
e, nesta sessão, realiza novo leilão de até 8,9 mil swaps
cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares,
para rolagem do vencimento de junho.
Se mantiver e vender esse volume diário até o final do mês,
o BC terá rolado integralmente os 5,650 bilhões de dólares que
vencem no mês que vem e terá colocado o equivalente a 2,8
bilhões de dólares adicionais.

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))

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