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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 7 Mai (Reuters) – O dólar voltou a subir nesta
segunda-feira e fechou no patamar de 3,55 reais pela primeira
vez em quase dois anos, influenciado pelo movimento externo em
meio a temores de que os juros possam subir mais do que o
esperado nos Estados Unidos.
O dólar avançou 0,82 por cento, a 3,5528 reais na
venda, maior nível desde 2 de junho de 2016 (3,5875 reais). Nas
duas semanas anteriores, já havia acumulado valorização de 3,29
por cento.
Na máxima dessa sessão, a moeda norte-americana bateu 3,5598
reais. O dólar futuro tinha ganho de cerca de 0,65 por
cento no final da tarde.
"O dólar segue o mercado externo e a perspectiva é que lá
fora a moeda norte-americana continue forte. O noticiário não
foi suficiente para acalmar", afirmou o diretor de operações da
corretora Mirae, Pablo Spyer, referindo-se à decisão do Federal
Reserve, banco central dos Estados Unidos, sobre política
monetária e dados mais fracos sobre o mercado de trabalho
norte-americano, ambos na semana passada.

Os mercados globais continuavam temerosos que o Fed possa
elevar mais os juros diante de sinais de atividade econômica
mais forte e inflação. Taxas elevadas têm potencial para atrair
para a maior economia do mundo recursos hoje aplicados em outros
mercados financeiros, como o brasileiro.
No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas e
já havia batido o nível mais alto deste ano, com investidores
apostando que o aumento da taxa de juros dos Estados Unidos
elevaria a moeda norte-americana.
O dólar também subia ante divisas de países emergentes e
exportadores de commodities, como os pesos mexicano e
chileno .
Como pano de fundo, os investidores seguiram de olho no
noticiário político local, a poucos meses das eleições
presidenciais deste ano.
O BC vendeu pelo terceiro dia a oferta integral de até 8.900
mil contratos em swaps cambiais tradicionais, equivalentes à
venda futura de dólares, rolando 1,335 bilhão de dólares do
total de 5,650 bilhões de dólares que vence em junho.

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Se mantiver e vender esse volume diário até o final do mês,
o BC terá rolado integralmente os contratos que vencem no mês
que vem e terá colocado o equivalente a 2,8 bilhões de dólares
adicionais.
"Mesmo que o dólar tenha ido para os níveis que levaram o BC
a chamar um swap mais robusto, não vejo ele aumentando o volume.
Enquanto não for a 3,60 reais, não vejo mais volume de swap",
comentou um profissional da mesa de derivativos de uma corretora
local, referindo-se à atuação mais forte do BC no mercado de
câmbio iniciada na semana passada.

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
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