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SÃO PAULO, 17 Mai (Reuters) – Após abrir em queda reagindo à
manutenção da Selic em 6,50 por cento pelo Banco Central, o
dólar voltou a sucumbir à cena externa e firmou trajetória de
alta nesta quinta-feira, já encostando no patamar de 3,70 reais,
o maior em pouco mais de dois anos.
Às 12:22, o dólar avançava 0,34 por cento, a 3,6909
reais na venda, depois de acumular valorização de 3,71 por cento
em quatro pregões seguidos.
Na máxima do dia, a moeda norte-americana foi a 3,6974
reais, maior patamar intradia desde abril de 2016. O dólar
futuro tinha alta de cerca de 0,35 por cento.
"A decisão do BC foi acertada, mas o dólar está com a
dinâmica das moedas lá fora", comentou o analista econômico da
gestora Rio Gestão, Bernard Gonin.
No cenário internacional, o dólar subia ante uma cesta de
moedas e também divisas de países emergentes, como o peso
mexicano e a lira turca .
O rendimento do Treasury dos Estados Unidos de 10 anos
também subia e se mantinha acima do nível de 3 por
cento nesta sessão. Os investidores têm reforçado suas apostas
de mais altas de juros no país este ano, depois de dados firmes
sobre a economia norte-americana.
Taxas mais elevadas na maior economia do mundo têm o
potencial de atrair recursos aplicados hoje em praças
financeiras consideradas de maior risco, como o Brasil.
Por isso, pelo menos no início deste pregão, o dólar chegou
a recuar, batendo 3,6438 reais na mínima. O BC surpreendeu na
noite passada ao manter a Selic em 6,50 por cento ao ano,
contrariando as apostas majoritárias de novo corte de 0,25 ponto
percentual.
Assim, o diferencial de juros com os Estados Unidos pode não
ficar tão pequeno, mantendo os ativos brasileiros com rendimento
que possa continuar atraindo investidores.
Mas o movimento durou pouco. Para Gonin, a manutenção da
Selic pode não ser suficiente para segurar os recursos aplicados
no Brasil diante da perspectiva de alta de juros mais firme este
ano nos Estados Unidos.
O BC vendeu a oferta integral de até 4.225 de swaps
tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para
rolagem do vencimento de junho. Dessa forma, já rolou 3,96
bilhões de dólares do total de 5,650 bilhões de dólares que
vencem mês que vem.
Se mantiver e vender esse volume diário até o final do mês,
o BC terá rolado integralmente os contratos que vencem no mês
que vem.
A autoridade já vendeu 5 mil novos contratos de swap,
totalizando 1 bilhão de dólares em quatro dias de leilões.

(Por Claudia Violante; Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))

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