Clicky

MetaTrader 728×90

Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 1 Jun (Reuters) – O dólar terminou nesta
sexta-feira o maior nível de fechamento desde março de 2016, com
a demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras impondo
desconfiança aos investidores sobre a condução da economia
brasileira.
O dólar avançou 0,8 por cento, a 3,7667 reais na
venda, maior nível desde os 3,7937 reais de 7 de março de 2016.
Na semana, a moeda subiu 2,68 por cento. O dólar futuro DOLc1
avançava 1,04 por cento.
Na máxima da sessão, a moeda foi a 3,7711 reais, justamente
quando saiu a notícia de Pedro Parente deixar a gestão da
principal estatal do país.
"A demissão gera dúvidas sobre a continuidade das políticas
ortodoxas do governo", afirmou o economista-sênior do Banco
Haitong, Flávio Serrano.
Parente decidiu deixar o cargo em meio a discussões sobre a
política de preços da petroleira. Por causa da greve dos
caminhoneiros, a estatal havia concordado em reduzir a
frequência dos reajustes do diesel por um determinado período
contanto que a União pagasse pelas perdas causadas à empresa.
Parente trouxe credibilidade à estatal, bastante arranhada
após o rombo decorrente da Lava-Jato, com a implementação de
política de reajustes quase que diários dos combustíveis,
acompanhando os preços internacionais do petróleo.
Na abertura, a moeda subia ante o real, depois que dados
mais fortes do mercado de trabalho norte-americano endossaram a
força da economia do país e reforçaram as apostas de mais juros
nos EUA neste ano.
Foram criadas 223 mil nos EUA vagas em maio, a taxa de
desemprego ficou em 3,8 por cento e houve avanço de 0,3 por
cento na renda média por hora. As expectativas em pesquisa da
Reuters eram de abertura de 188 mil postos de trabalho, 3,9 por
cento de taxa de desemprego e 0,2 por cento de avanço na renda.

Os operadores seguem confiantes sobre os aumentos da taxa
básica em junho e setembro e vêem cerca de 36 por cento de
chance de um aumento nos juros em dezembro, ante 32 por cento
antes do relatório. O Fed elevou a taxa uma vez este ano até o
momento, em março. Os operadores também aumentaram as apostas de
novos aumentos em 2019.
Além disso, havia alguma tensão com o recrudescimento de uma
guerra comercial após os Estados Unidos anunciarem tarifas de
importação sobre alumínio e aço do Canadá, México e União
Europeia.
"Investir em risco no atual momento não parece ser a melhor
decisão, afinal os cenários externo e interno não contribuem
para essa ousadia, ainda mais em uma sexta-feira de emenda de
feriado, o que reduz a liquidez dos mercados no Brasil",
comentou mais cedo a Advanced Corretora em relatório.
No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas , e
operava misto ante as moedas emergentes.
Internamente, o Banco Central manteve atuação no mercado de
câmbio, vendendo 15 mil novos contratos de swap cambial
tradicional –equivalente à venda futura de dólares–,
totalizando 750 milhões de dólares. Em maio, o BC vendeu 7,250
bilhões de dólares em novos contratos.
Também vendeu integralmente a oferta de até 8.800 contratos
de swap cambial tradicional, rolando 440 milhões de dólares do
total de 8,762 bilhões de dólares que vence em julho.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Por Claudia Violante; edição de Iuri Dantas)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))


Assuntos desta notícia