Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

SÃO PAULO, 15 Mai (Reuters) – O dólar subiu pela terceira
sessão consecutiva e chegou a encostar no patamar de 3,70 reais
nesta terça-feira, acompanhando o cenário externo, onde
cresceram os temores de que os juros nos Estados Unidos podem
subir mais do que o esperado neste ano, o que afetaria o fluxo
global de capitais.
O dólar avançou 0,90 por cento, a 3,6608 reais na
venda, renovando maior patamar de fechamento desde 7 de abril de
2016, quando terminou a 3,6937 reais. Nestes três pregões, a
moeda norte-americana ficou 3,22 por cento mais cara ante o
real.
Na máxima dessa sessão, o dólar chegou a 3,6943 reais. O
dólar futuro tinha valorização de cerca de 1 por cento
no final da tarde.
"Se o euro seguir caindo e o dólar avançando ante a cesta de
moedas, mantendo-se acima de 93, o dólar seguirá pressionado
aqui também. É um movimento global", afirmou o diretor da
consultoria de valores mobiliários Wagner Investimentos, José
Faria Júnior.
Nesta sessão, o dólar avançava para a máxima desde dezembro
ante uma cesta de moedas , acima de 93, após dados
robustos da economia norte-americana e que reforçaram as apostas
de que o Federal Reserve, banco central do país, vai elevar os
juros mais três vezes este ano. Até então, a expectativa era de
apenas mais duas altas.
Mais cedo, os juros futuros dos Estados Unidos precificavam
54 por cento de chances de alta dos juros a 2,25-2,50 por cento
no final do ano, ou seja, mais três altas além da já feita neste
ano. Atualmente, as taxas estão no intervalo de 1,50-1,75 por
cento.
Taxas elevadas têm potencial para atrair para a maior
economia do mundo recursos aplicados em outras praças
financeiras, como a brasileira.
As vendas no varejo dos EUA subiram 0,3 por cento em abril,
em linha com as projeções, mas os dados de março foram
melhorados, mostrando expansão de 0,8 por cento, sobre 0,6 por
cento antes.
O dólar também exibia alta firme ante moedas de países
emergentes e exportadores de commodities, em dia de avanço do
rendimento do Treasury de 10 anos para acima do
patamar de 3 por cento.
Internamente, a cautela dos investidores também decorreu da
cena política, sobretudo após divulgação da pesquisa eleitoral
CNT/MDA na véspera e que indicou a preferência por candidatos
que os investidores enxergam como menos comprometidos com ajuste
fiscal.
O Banco Central vendeu nesta sessão a oferta total de até 5
mil novos swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda
futura de dólares.
Também vendeu integralmente a oferta de até 4.225 swaps para
rolagem do vencimento de junho. Dessa forma, já rolou 353,750
bilhões de dólares do total de 5,650 bilhões de dólares que
vence no próximo mês.

(Por Claudia Violante; Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))

MetaTrader 300×250

Assuntos desta notícia

Join the Conversation