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SÃO PAULO, 15 Mai (Reuters) – O dólar dava continuidade
nesta terça-feira à trajetória de alta e era negociado no
patamar de 3,67 reais, acompanhando o cenário externo, onde
cresciam os temores de que os juros nos Estados Unidos podem
subir mais do que o esperado neste ano, o que afetaria o fluxo
global de capitais.
Às 11:58, o dólar avançava 1,31 por cento, a 3,6758
reais na venda, maior nível intradia desde maio de 2016. Neste
mês até a véspera, já acumulava valorização de 3,56 por cento.
Na máxima dessa sessão, a moeda norte-americana chegou a
3,6943 reais. O dólar futuro tinha valorização de cerca
de 1,30 por cento.
"Se o euro seguir caindo e o dólar avançando ante a cesta de
moedas, mantendo-se acima de 93, o dólar seguirá pressionado
aqui também. É um movimento global", afirmou o diretor da
consultoria de valores mobiliários Wagner Investimentos, José
Faria Júnior.
Nesta sessão, o dólar avançava para a máxima desde dezembro
ante uma cesta de moedas , acima de 93, após dados
robustos da economia norte-americana e que reforçam apostas de
que o Federal Reserve, banco central do país, pode elevar os
juros mais do que o esperado neste ano.
Taxas elevadas têm potencial para atrair para a maior
economia do mundo recursos aplicados em outras praças
financeiras, como a brasileira.
As vendas no varejo dos EUA subiram 0,3 por cento em abril,
em linha com as projeções, mas os dados de março foram
melhorados, mostrando expansão de 0,8 por cento, sobre 0,6 por
cento antes.
O dólar também exibia alta firme ante moedas de países
emergentes e exportadores de commodities, em dia de avanço do
rendimento do Treasury de 10 anos para acima do
patamar de 3 por cento.
Internamente, a cautela dos investidores também vinha diante
da cena política, sobretudo após divulgação da pesquisa
eleitoral CNT/MDA na véspera e que indicou a preferência por
candidatos que os investidores enxergam como menos comprometidos
com ajuste fiscal.
O Banco Central já vendeu a oferta total de até 5 mil novos
swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de
dólares.
Também vendeu integralmente a oferta de até 4.225 swaps para
rolagem do vencimento de junho. Dessa forma, já rolou 353,750
bilhões de dólares do total de 5,650 bilhões de dólares que
vence no próximo mês.

(Por Claudia Violante; Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))

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