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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 19 Jan (Reuters) – O dólar terminou seu terceiro
pregão consecutivo em baixa, mas manteve-se no patamar de 3,20
reais, com a pressão do ingresso de recursos e da fraqueza da
moeda norte-americana no exterior compensada pela cautela em
torno do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
na próxima semana.
O dólar recuou 0,26 por cento, a 3,2013 reais na venda,
menor patamar de fechamento desde os 3,1898 reais de 20 de
outubro passado.
A moeda norte-americana também ficou mais barata ante o real
na semana, 0,15 por cento. Foi a quarta semana consecutiva de
perdas, período no qual cedeu 3,99 por cento.
O dólar futuro subia cerca de 0,2 por cento. Na
mínima do dia, a moeda atingiu 3,1985 reais.
"Essa região de 3,20 reais é difícil de ser furada. Mas se
houver uma surpresa favorável ao mercado no dia 24, acredito que
isso pode acontecer", avaliou o diretor da consultoria de
valores mobiliários Wagner Investimentos, José Faria Júnior,
citando a data do julgamento de Lula.
Condenado em primeira instância a 9 anos e meio de prisão
por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente
pode se tornar inelegível se for condenado em segunda instância
pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
Uma eleição sem a presença de Lula agradaria aos
investidores, já que ele é visto como menos comprometido com
medidas de ajuste fiscal.
"O mercado gostaria de um placar de 3 a 0, mas mesmo que ele
seja condenado por 2 a 1 acho que pode manter o viés benigno no
câmbio", acrescentou Faria Júnior.
Mesmo depois de o Brasil ter sido rebaixado pela agência de
classificação de risco S&P na semana passada e com o cenário
político desafiador à frente, que inclui a tentativa de votação
da reforma da Previdência, o dólar já acumula queda de 3,41 por
cento neste ano.
"Temos visto bastante ingresso de recursos no país e isso
ajuda o real a estar mais forte que suas equivalentes no
exterior nesta sessão", explicou o gerente da mesa de câmbio do
banco Ourinvest, Bruno Foresti.
No exterior, o dólar devolvia a queda de mais cedo e operava
com leve alta ante uma cesta de moedas fortes , mas se
encaminhava para sua quinta semana consecutiva de perdas –o
período mais longo de baixa desde maio de 2015 –, em meio às
preocupações com a possibilidade de paralisação do governo dos
Estados Unidos se não for aprovado projeto de financiamento.
A Câmara dos Deputados norte-americana aprovou na
quinta-feira projeto de lei para financiar as operações do
governo até 16 de fevereiro e evitar a paralisação das agências
neste fim de semana, quando o financiamento existente vence. O
projeto ainda precisa ser aprovado pelo Senado, onde enfrenta um
futuro incerto.

(Por Claudia Violante; Edição de Iuri Dantas)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))

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