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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 10 Mai (Reuters) – Após subir por três dias
seguidos, o dólar operava em queda e de volta ao nível de 3,55
reais nesta quinta-feira, favorecido pelo recuo global da moeda
norte-americana após dados mais fracos de inflação aliviarem a
pressão sobre alta de juros adicionais nos Estados Unidos neste
ano.
Às 11:35, o dólar recuava 1,12 por cento, a 3,5551
reais na venda, depois de acumular alta de 2,62 por cento no mês
até a véspera, quando encostou no patamar de 3,60 reais, o maior
em dois anos.
Entre fevereiro e abril, a moeda norte-americana já havia
saltado 10 por cento. O dólar futuro tinha queda de
cerca de 1,20 por cento.
"Os rendimentos dos Treasuries estão caindo, a moeda recua
no exterior e aqui aproveita para corrigir", disse o gerente da
mesa de câmbio do banco Ourinvest, Bruno Foresti.
O retorno dos títulos norte-americanos recuavam nesta
sessão, com o papel de dez anos abaixo do nível de 3
por cento tocado recentemente em meio à percepção de que os
juros poderiam subir mais intensamente nos Estados Unidos neste
ano em meio ao cenário de inflação e atividade mais fortes.
Neste pregão, os mercados respiravam um pouco mais aliviados
depois da divulgação de que o índice de preços ao consumidor nos
Estados Unidos aumentou menos do que o esperado em abril.

O dólar caía ante uma cesta de moedas e divisas de
países emergentes, como os pesos mexicano e chileno
.
Internamente, o chamado diferencial de juros também
influenciava os mercados, diante da expectativa de que o Banco
Central brasileiro vai reduzir a Selic na próxima semana para
nova mínima histórica, a 6,25 por cento ao ano.
E, com temores de que o Federal Reserve, banco central
norte-americano, poderia elevar mais os juros nos Estados
Unidos, os investidores tendem a migrar para a maior economia do
mundo atrás de rendimentos com baixíssimo risco.
"Mesmo que o BC corte os juros por aqui, o mercado doméstico
continua atrativo, não tanto quanto antes, mas continua",
afirmou Foresti, acrescentando que, diante do cenário eleitoral
incerto, a pressão de alta do dólar é maior do que a de queda .
Mas, mesmo em meio ao nervosismo que tomou conta das moedas
emergentes nos últimos dias, pesquisa Reuters com analistas
constatou que, pelo menos para as seis principais divisas
latino-americanas, uma parte da perda de valor recente deve ser
recuperada nos próximos meses.
O dólar deve ser negociado a 3,40 reais em 12 meses, mostrou
a pesquisa, sobre 3,35 reais esperados no levantamento de um mês
atrás, enquanto o peso mexicano permaneceu em 18,5 por dólar.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

O Banco Central realiza nesta sessão novo leilão de até 8,9
mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de
dólares, para rolagem do vencimento de junho.
Se mantiver e vender esse volume diário até o final do mês,
o BC terá rolado integralmente os 5,650 bilhões de dólares que
vencem no mês que vem e terá colocado o equivalente a 2,8
bilhões de dólares adicionais.

(Por Claudia Violante; Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))


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