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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 31 Jan (Reuters) – O dólar recuava ante o real
nesta quarta-feira, após acumular alta de mais de 1 por cento
nos dois pregões anteriores, com os investidores à espera do
encontro de política monetária do Federal Reserve, banco central
dos Estados Unidos, e sinais sobre como os juros na maior
economia do mundo serão gerenciados daqui para frente.
O dia no mercado local, porém, pode mostrar algum vaivém por
conta da formação da taxa Ptax de final de mês.
Às 10:15, o dólar recuava 0,88 por cento, a 3,1518
reais na venda, depois de acumular elevação de 1,26 por cento
nos dois últimos pregões. O dólar futuro cedia cerca de
1 por cento.
"A perspectiva é de manutenção dos juros (nos Estados
Unidos), até mesmo pelo caráter transitório da autoridade
monetária neste momento", trouxe a gestora Infinity Asset em
relatório.
O Fed divulgará seu comunicado às 17:00 (horário de
Brasília), última reunião de Janet Yellen como chair. Ela será
substituída por Jerome Powell, que compartilha a visão dela de
que manter a taxa de juros em trajetória lenta de alta permitirá
que o desemprego caia mais.
O banco centeal deve manter a taxa de juros nesta tarde e
sinalizar aperto gradual da política monetária neste ano uma vez
que a economia dos Estados Unidos continua expandindo e os
ganhos de trabalho permanecem sólidos.
Os investidores vão focar na avaliação sobre a inflação, que
permanece abaixo da meta de 2 por cento, nos riscos que o Fed vê
ao seu cenário econômico e em qualquer avaliação sobre o impacto
da reforma tributária da administração do presidente do país,
Donald Trump, sobre o crescimento.
No exterior, o dólar recuava ante uma cesta de moedas
e caminhava para a maior queda mensal em quase dois anos, depois
que o primeiro discurso do Estado da União de Trump falhou em
confortar os investidores que apostam na alta da divisa
norte-americana.
O dólar também receuava ante divisas de países emergentes,
como os pesos chileno e mexicano .
Internamente, a formação da Ptax –taxa usada na liquidação
de diversos contratos cambiais– de final de mês pode trazer
alguma pressão.
Os investidores também seguiam atentos ao noticiário em
torno das negociações do governo do presidente Michel Temer para
garantir apoio para aprovar a reforma da Previdência, cuja
votação na Câmara dos Deputados está marcada 19 de fevereiro.
O governo ainda não reúne os 308 votos necessários para
aprovar o texto.
Para fevereiro, os investidores também vão ficar à espera da
atuação do Banco Central, uma vez que em março vencem 6,154
bilhões de dólares em contratos de swap cambial tradicional,
equivalentes à venda futura de dólares.
"Acredito que o BC pode deixar vencer parte desse total,
caso o dólar permaneça nesses níveis", avaliou o tesoureiro de
um grande banco estrangeiro.
O estoque total de swap cambial tradicional é de 23,796
bilhões de dólares.

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
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