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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 8 Jan (Reuters) – O dólar passou a registrar
leves oscilações ante o real nesta segunda-feira, com
profissionais apontando para fluxo de ingresso de recursos
influenciando os preços em dia de volume um pouco mais fraco e
agenda doméstica esvaziada.
Às 12:35, o dólar avançava 0,05 por cento, a 3,2352
reais na venda, depois de acumular perdas de 2,44 por cento na
semana passada, anulando a alta de 1,99 por cento vista em 2017
todo.
Na máxima, a moeda foi a 3,2462 reais e, na mínima, a 3,2315
reais. O dólar futuro subia cerca de 0,2 por cento.
"O mercado também pode estar antecipando o ingresso de
recursos para alguma captação", acrescentou o operador da
corretora Spinelli José Carlos Amado ao destacar que "o
investidor não quer pagar muito caro pelo dólar, de olho no
julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva".
No próximo dia 24, o ex-presidente terá um recurso julgado
em segunda instância na ação do tríplex no Guarujá que foi
condenado em primeira instância. Se o recurso for negado, ele
pode eventualmente ficar de fora das eleições à Presidência no
final do ano.
O mercado avalia que Lula seria um candidato menos
comprometido com o controle das contas públicas.
Até então, o dólar trabalhava sob influência do exterior,
onde a moeda operava em alta ante uma cesta de moedas e
também sobre divisas de países emergentes, como os pesos chileno
e mexicano .
A moeda norte-americana também avançava sobre o euro ,
com os investidores realizando lucros após recente alta, embora
os mercados permanecessem otimistas em relação às perspectivas
para moeda única após dados fracos sobre o mercado de trabalho
dos Estados Unidos.
Também ajudavam no movimento externo as declarações à
Reuters do presidente do Federal Reserve de São Francisco, John
Williams, de que o banco central norte-americano deveria elevar
as taxas de juros três vezes neste ano uma vez que a economia já
forte receberá novo impulso a partir de cortes de impostos,
podendo levar a instituição a agir de maneira mais ou menos
agressiva, se necessário.
"Seguimos surfando o humor externo enquanto observamos a
questão política versus ajuste fiscal por aqui", trouxe a
corretora H.Commcor em relatório mais cedo.
Internamente, o mercado continuava atento aos esforços do
governo para aprovar a reforma da Previdência em fevereiro na
Câmara dos Deputados.
Na semana passada, o ministro da Secretaria de governo,
Carlos Marun, disse que faltavam pelo menos 50 votos para o
governo chegar ao mínimo necessário para a aprovação na Câmara
dos Deputados.
"Internamente, o recesso no Congresso, que dura este mês
inteiro, mantém os principais ativos com volatilidade limitada",
trouxe a Correparti Corretora em relatório ao destacar o
noticiário mais tranquilo nesta sessão.

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
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