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Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 14 Mar (Reuters) – O dólar não conseguiu
sustentar a baixa do início dos negócios e fechou a quarta-feira
praticamente estável ante o real, com a cautela com eventual
guerra comercial desencadeada pelo presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, dividindo as atenções com os dados
robustos da China.
O dólar recuou 0,03 por cento, a 3,2610 reais na
venda. Na mínima deste pregão, a moeda norte-americana foi a
3,2470 reais e, na máxima, a 3,2681 reais.
O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,05 por cento
no final da tarde.
"Há risco de guerra comercial", afirmou o superintendente da
Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.
Depois de anunciar taxas de importação para aço e alumínio,
Trump ameaça agora impor tarifas sobre 60 bilhões de dólares de
importações chinesas pelos Estados Unidos, elevando os temores
de guerra comercial.
No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas ,
mas recuava sobre divisas de países emergentes, como os pesos
mexicano e chileno .
Em boa parte da sessão, o dólar recuou ante o real
sustentado pelos dados robustos da China, que impulsionaram os
preços das commodities.
Pequim anunciou mais cedo que sua produção industrial
cresceu 7,2 por cento entre janeiro e fevereiro, muito mais
rápido do que o esperado no início do ano, sugerindo que a
economia pode estar ganhando força.
Nos Estados Unidos, as vendas no varejo caíram pelo terceiro
mês consecutivo em fevereiro, em meio à percepção dos mercados
financeiros de que o Federal Reserve, banco central
norte-americano, não vai elevar os juros mais do que o esperado.

O Fed vem indicando que elevará os juros três vezes neste
ano, de forma gradual, e um movimento mais forte do que o
esperado aumentaria o potencial de atrair para os Estados Unidos
recursos aplicados hoje em outros mercados financeiros, como o
brasileiro.
Apesar disso, pesquisa Reuters com diversos economistas
mostrou que as projeções passaram a incluir alta adicional nos
juros, totalizando quatro em 2018. O levantamento também apurou
que as tarifas de importação do presidente Donald Trump farão
mais mal do que bem para a economia dos EUA.
O Fed elevará os juros na próxima semana, disseram todos os
104 economistas entrevistados pela Reuters entre 5 e 13 de
março, com mais três altas esperadas para este ano,
impulsionadas pelo sólido mercado de trabalho. No levantamento
feito há algumas semanas, as projeções eram de três altas neste
ano.
O Banco Central brasileiro vendeu nesta sessão toda a oferta
de até 14 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda
futura de dólares, para rolagem do vencimento de abril. Dessa
forma, já rolou 2,1 bilhão de dólares do total de 9,029 bilhões
de dólares.
Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC
rolará o valor total dos swaps que vencem no próximo mês.

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(Edição de Patrícia Duarte)
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