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Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 13 Mar (Reuters) – O dólar fechou em alta sobre o
real nesta terça-feira, depois de passar boa parte da sessão em
queda, com fluxo de saída e a demissão do secretário de Estado
dos Estados Unidos, Rex Tillerson, ofuscando a percepção de que
os juros norte-americanos não vão subir mais do que o esperado
após dados de inflação comportada.
O dólar avançou 0,13 por cento, a 3,2621 reais na
venda, depois de marcar a máxima de 3,2659 reais na sessão e
3,2382 reais na mínima. O dólar futuro tinha leve alta
de 0,05 por cento no final da tarde.
"A saída de Tillerson é um fator de instabilidade, deixa o
mercado mais cauteloso", comentou o gerente de câmbio de uma
corretora local.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou mais
cedo que substituiu Tillerson pelo diretor da Agência Central de
Inteligência (CIA, na sigla em inglês), Mike Pompeo. Os
investidores ficaram cautelosos com a incerteza sobre a política
externa dos EUA no futuro, que envolverá negociações sobre o
comércio e com a Coreia do Norte.
O dólar caía ante a cesta de moedas , mas passou a
subir ante divisas de países emergentes à tarde, como o peso
mexicano e o rand sul-africano .
Mais cedo, o dólar foi negociado em queda sobre o real, com
o mercado respirando mais aliviado com dados fracos de inflação
nos Estados Unidos reforçarem apostas de que os juros na maior
economia do mundo não vão subir mais do que o esperado.
"Com o núcleo (da inflação) ainda confortavelmente abaixo da
meta, o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) não
tem razões para promover aumento mais agressivo das taxas de
juros do que o que está atualmente precificado", disse o
analista da gestora CIBC, Avery Shenfeld, em nota.
Os preços ao consumidor dos Estados Unidos desaceleraram em
fevereiro em meio à queda nos preços da gasolina e à moderação
no custo dos aluguéis, na mais recente indicação de que uma
aceleração da inflação provavelmente será apenas gradual.
Excluindo os componentes voláteis de energia e alimentos, o
índice ganhou 0,2 por cento depois de acelerar 0,3 por cento em
janeiro. Na base anual, o avanço do chamado núcleo de preços ao
consumidor repetiu a taxa de 1,8 por cento de fevereiro.

Logo após a divulgação dos dados, os juros futuros
norte-americanos precificaram 26 por cento de chances de o Fed
elevar os juros quatro vezes neste ano, sobre 28 por cento antes
dos números, segundo dados da Reuters.
O Fed vem indicando que elevará os juros três vezes neste
ano de forma gradual e, um movimento mais forte do que o
esperado, aumentaria o potencial de atrair para os Estados
Unidos recursos aplicados hoje em outros mercados financeiros,
como o brasileiro.
O Banco Central brasileiro vendeu nesta sessão toda a oferta
de 14 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda
futura de dólares, para rolagem do vencimento de abril. Dessa
forma, já rolou 1,4 bilhão de dólares do total de 9,029 bilhões
de dólares.
Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC rolará
o valor total dos swaps que vencem no próximo mês.

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(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))


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