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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 16 Abr (Reuters) – O dólar terminou a
segunda-feira com pequena baixa ante o real com leve correção
após a alta recente, movimento favorecido pela percepção de que
não deve haver escalada militar na Síria após ataque dos Estados
Unidos, França e Reino Unido no final de semana.
O dólar recuou 0,41 por cento, a 3,4120 reais na venda,
depois de ter oscilado entre a mínima de 3,4060 reais e a máxima
de 3,4366 reais. O dólar futuro tinha queda de cerca de
0,36 por cento.
"A operação militar dos EUA (e seus aliados) na Síria, até
este momento, mostrou-se um ataque pontual e preciso", afirmou
um gestor de investimentos de uma corretora nacional.
Forças dos Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram
ataques aéreos contra a Síria no início do sábado (horário
local), em resposta a um ataque com gás venenoso que matou
dezenas de pessoas na semana passada, na maior intervenção de
potências ocidentais contra o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Com a retórica de que não haveria mais ataques e sem
respostas mais contundentes da Rússia, aliada do governo sírio,
os mercados internacionais operaram com relativa calma nesta
sessão, apostando que não haverá escalada militar na região.
No exterior, o dólar recuava ante a cesta de moedas
com investidores respirando um pouco mais aliviados após os
ataques. Ante divisas de países emergentes, o dólar operava com
leves baixas.
Nas duas últimas semanas, o dólar acumulou alta 3,82 por
cento ante o real, influenciado pelos temores com a cena
política local e as eleições no final de ano, além de eventual
guerra comercial entre Estados Unidos e China. Esses ganhos
acabaram gerando movimento de correção nesta sessão, embora o
fôlego tenha sido limitado por saída de recursos dos mercados
locais.
Internamente, os investidores também seguiram de olho na
cena política, a poucos meses das incertas eleições
presidenciais. Neste fim de semana, pesquisa Datafolha mostrou
que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguia na liderança
da corrida eleitoral, uma semana depois de ter sido preso no
âmbito da operação Lava Jato.
Com Lula como candidato, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ)
seguia isolado em segundo lugar. Mas sem o petista, a
ex-senadora Marina Silva (Rede) cresce e encosta no deputado,
configurando empate técnico. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT)
também cresceu sem o petista no páreo.
"Ainda é cedo, mas a priori não foi uma pesquisa animadora",
trouxe a corretora H.Commcor em relatório.
O mercado considera Lula um candidato menos comprometido com
o ajuste fiscal e alguém com posições parecidas também não
agrada.
O Banco Central vendeu todo o lote de 3,4 mil swaps cambiais
tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando
1,020 bilhão de dólares do total de 2,565 bilhões de dólares que
vencem em maio.
Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC
rolará o valor total dos swaps que vencem no próximo mês.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Edição de Patrícia Duarte e Iuri Dantas)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))


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