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SÃO PAULO, 14 Fev (Reuters) – O dólar fechou com queda de
mais de 2 por cento, voltando a ficar abaixo do patamar de 3,25
reais nesta quarta-feira, acompanhando a cena externa e numa
sessão marcada pelo baixo volume de negócios após a folga do
Carnaval, que manteve os mercados brasileiros fechados por dois
dias seguidos.
O dólar BRBY recuou 2,27 por cento, a 3,2274 reais na venda,
maior perda diária desde 24 de janeiro (-2,44 por cento). Na
semana passada, a moeda norte-americana subiu 2,73 por cento, ao
patamar de 3,30 reais.
Na mínima do dia, a moeda norte-americana chegou a 3,2211 reais.
O dólar futuro DOLc1 caía cerca de 2,26 por cento no final da
tarde.
"Hoje é um dia atípico, com baixo volume de negócios",
afirmou mais cedo o operador da corretora Advanced Alessandro
Faganello, citando o cenário externo como o guia dos
investidores locais.
Lá fora, o dólar recuava frente a uma cesta de moedas
e outras divisas de países emergentes, como o peso chileno
.
O movimento vinha após a divulgação de que a inflação ao
consumidor nos Estados Unidos avançou mais do que o esperado em
janeiro, mas que as vendas no varejo na maior economia do mundo
surpreenderam e caíram no mês passado.
Esse sinal de perda de força da economia norte-americana
acabou se sobrepondo ao de inflação mais forte nesta sessão,
depois dos fortes movimentos de aversão ao risco vistos
recentemente nos mercados financeiros diante da preocupação de
que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa
elevar os juros mais rapidamente do que o esperado, o que tende
a afetar o fluxo de capitais globalmente.
Os juros futuros nos Estados Unidos, com isso, continuavam
precificando cerca de 90 por cento de chances de o Fed elevar os
juros em março, próximo encontro do banco central, e cerca de 20
por cento de que elevará a taxa quatro vezes neste ano. A
própria autoridade monetária prevê três altas.
Juros mais altos nos EUA tendem a atrair recursos aplicados
em outras praças financeiras, como a brasileira.
Internamente, o mercado manteve sua atenção em torno dos
esforços do governo do presidente Michel Temer para aprovar
neste mês a reforma da Previdência, considerada essencial para
colocar as contas públicas em ordem.
O Banco Central brasileiro não fará leilão de swaps cambiais
tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, nesta
sessão. Mas anunciou que continuará a rolagem dos contratos que
vencem em março, no total de 6,154 bilhões de dólares, no dia
seguinte, ofertando novamente até 9,5 mil swaps.

(Por Patrícia Duarte; Edição de Iuri Dantas)
(([email protected]; +55 11 5644-7732; Reuters
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